Quinta-Feira, 25 de Abril de 2024
Polícia
20/04/2014 10:35:44
Amiga diz que ajudou a matar Bernardo por dinheiro
A assistente social Edelvania Wirganovicz ajudou a matar o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, por R$ 20 mil.

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Corpo do menino Bernardo foi encontrado num saco plástico enterrado próximo a um riacho (Foto: Reprodução/Facebook)
A\n assistente social Edelvania Wirganovicz ajudou a matar o menino \n Bernardo Boldrini, de 11 anos, por R$ 20 mil. A informação foi divulgada\n ontem pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, que teve acesso ao \n depoimento que a mulher deu à polícia, em 14 de abril. \n "Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca. Era só abrir um buraco e\n ajudar a colocar dentro o menino", disse Edelvania, de 40 anos. Ela \n está presa, assim como o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, de \n 38 anos, e sua atual mulher, Graciele Ugulini, de 32 anos, acusados da \n morte do menino. \n Edelvania disse que recebeu R$ 6 mil e que usou o dinheiro para pagar \n uma parcela de seu apartamento, comprado por R$ 96 mil. Seriam R$ 20 mil\n no total. Entretanto, Graciele teria se disposto a quitar o imóvel. \n Aos policiais, Edelvania relatou que todo o plano para matar e esconder o\n corpo de Bernardo foi de Graciele. Segundo a assistente social, \n Boldrini não tinha conhecimento. "Ele não sabia, mas, futuramente, ele \n ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito \n agitado", teria ouvido da madrasta. \n Em 4 de abril, Bernardo foi levado à cidade de Frederico Westphalen, \n vizinha a Três Passos, onde morava, para supostamente visitar uma \n "benzedeira". Conforme o depoimento, Edelvania e Graciele, cujo apelido é\n Kelly, "mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho cor azul. Kelly \n aplicou na veia do braço esquerdo, com uma seringa, e ele foi apagando".\n Nenhuma das duas conferiu a pulsação de Bernardo antes de enterrá-lo. O \n menino foi despido e colocado na cova, feita dias antes por Edelvania. \n Graciele jogou soda no corpo, para que a decomposição fosse mais rápida,\n e tapou com pedras e terra. \n Segundo Edelvania, Graciele lhe confidenciou que pensava em matar o \n menino fazia tempo. Teria até mesmo tentado asfixiá-lo. A tentativa foi \n relatada por uma ex-babá à avó materna de Bernardo, Jussara Uglione, de \n 73 anos, que tentava na Justiça a guarda do menino. \n Lentidão - Jussara, que antes de velar o neto havia enterrado a filha - \n primeira mulher de Boldrini, cuja morte foi apontada como suicídio e que\n pode ter a investigação reaberta -. lamenta que as autoridades não \n tenham agido diante das denúncias apresentadas por ela e por seu \n advogado ao Conselho Tutelar de Três Passos e à Promotoria da Infância e\n Juventude. \n Desde a morte da filha, Odilaine Uglione, em 2010, Jussara havia perdido\n contato com o neto. Diz que Boldrini impedia a aproximação. "Meus \n advogados têm comprovantes de que fui impedida de vê-lo desde a morte da\n minha filha. Fui impedida por quatro anos, me chamavam de velha doente,\n falavam que eu tinha problemas e não teria condições de cuidar dele", \n conta. \n O advogado de Jussara, Marlon Balbon Taborda, informou, em e-mail ao \n Conselho Tutelar e à promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira, que a avó \n tinha informações de que Bernardo não estava mais com o pai, mas com uma\n pessoa identificada como Jú. O advogado explica que conversou com uma \n pessoa chamada Elaine, "que me expôs de forma categórica ao telefone que\n Bernardo estava andando pela rua, abandonado, que quase foi asfixiado \n em uma noite quando estava em casa, fato confirmado pelo menino". Elaine\n nunca foi chamada a depor. \n O advogado diz que os órgãos da rede de proteção da criança foram \n chamados para confirmar os acontecimentos. "Demos nomes de testemunhas a\n serem averiguadas, mas nunca recebemos qualquer retorno", reclama. "O \n menino sofria maus-tratos. Ela (Graciele) não deixava que ele entrasse \n em casa enquanto o pai não chegasse. Ele ficava sentadinho na calçada. A\n Justiça sabia disso, porque toda a vizinhança o via sentado na \n calçada", diz a avó. \n O pai havia sido chamado pelo Ministério Público para conversar sobre a \n guarda, mas ele insistiu que queria ficar com Bernardo e pediu uma \n chance. Para a promotora da Infância de Três Passos, tudo o que estava \n ao alcance do MP foi feito.
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