Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008         05h29        167
Já classificado às quartas-de-final, Brasil atropela o Cazaquistão
Globo Esporte
Reuters
 Já classificado às quartas-de-final, Brasil atropela o Cazaquistão
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O início da partida entre Brasil e Cazaquistão dava ares de um duelo difícil. Afinal, as rivais saíram na frente, e as brasileiras começaram desconcentradas. Mas a sensação de guerra durou apenas dez minutos, e a única – guerra - quem viveu foi o telespectador, que travou uma forte batalha para se manter acordado. 

 

A facilidade nos dois primeiros sets deu sono. Principalmente no segundo, que foi um atropelo. Porém, um despertador para os sonolentos apareceu no terceiro set. Com as reservas brasileiras em quadra, este foi o único período que deu sinais de um jogo típico de Olimpíadas. E, entre o sono e a emoção, o telespectador que resistiu pôde ver o Brasil, já classificado às quartas, aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/13, 25/6 e 27/25.

 

O objetivo do técnico José Roberto Guimarães de se manter em primeiro no Grupo B foi alcançado. O resultado positivo da madrugada desta sexta-feira, que teve como um – bônus - a marca de maior diferença de pontos em um set em Pequim (25 a 6), garantiu a permanência na liderança à seleção brasileira. Mas somente após o jogo contra a Itália, último desafio do Brasil na fase preliminar, marcado para as 3h30m (de Brasília) de domingo, é que as primeiras posições ficarão realmente decididas. Isso porque as duas seleções são as únicas invictas da chave.

 

Início de set tenso, mas com final tranqüilo  

 

A equipe brasileira começou a partida mal posicionada e desconcentrada. Logo no início, dois erros bobos com a central Walewska: primeiro perdeu o tempo da bola em uma levantada de Fofão e, em seguida, deixou a bola cair na quadra brasileira após um bloqueio das rivais. Foi neste momento que o Cazaquistão abriu um ponto de vantagem sobre o Brasil. E assim ficou até o primeiro tempo técnico obrigatório. No retorno à quadra, dois pontos seguidos do bloqueio brasileiro levaram a seleção à liderança do placar: 11 a 9.

A postura do time mudou em quadra, o que alterou a história do set. As brasileiras pararam de cometer erros bobos e começaram a trabalhar melhor as bolas. Dessa forma, o Brasil manteve a frente com uma certa diferença no marcador. Na segunda parada, a equipe saiu com 16 a 12. Um ace da meio-de-rede Fabiana deu o 18º ponto. Um bloqueio da ponteiro Paula Pequeno mereceu um sorriso de Zé Roberto. Um peixinho de Fabi garantiu a defesa que deu o set point ao Brasil, que fechou em 25 a 13.

Brasil avassalador no segundo período

A seleção brasileira passeou no segundo set. Com o jogo a seu favor, a equipe largou na frente e atropelou. Na primeira parada, 8 a 2 apontava o placar. O bloqueio, certeiro, foi um dos destaques do período. Além disso, Mari e Paula Pequeno também acertavam em suas escolhas de ataque, tanto ao soltar o braço quanto ao largar as bolas, contribuindo para o Brasil obter 14 a 3 rapidamente. E a diferença só foi aumentando. Um ace de Sheilla marcou 19 a 3. Neste momento, Zé Roberto colocou Thaisa e Jaqueline no lugar de Mari e Walewska. O ritmo frenético da seleção não caiu. E, no set mais fácil das Olimpíadas, em apenas 16 minutos, o Brasil fechou em 25 a 6.

 

Reservas em quadra: despertador para os sonolentos  

 

Tudo levava a crer que o terceiro set seria mais uma lavada do Brasil. Pena de quem dormiu, sorte de quem resistiu ao sono. Com boa parte das reservas em quadra, entre elas Thaisa, Jaqueline e Sassá, a equipe brasileira caiu de rendimento. Sem ritmo de jogo, o que é normal para quem vem do banco, a queda facilitou a vida do time do Cazaquistão, que passou a fazer jogo duro. Foi quando a partida ficou típica de Olimpíadas: emocionante.

 

As seleções se revezaram na frente do placar boa parte do set. Fofão tentava distribuir as bolas para as atacantes pontuarem e a vantagem voltar a ser a favor, mas o bloqueio do Cazaquistão estava montado. Pelo lado brasileiro, Thaisa também não deixava a bola passar. Assim, o duelo passou a ser de boas defesas. A líbero Fabi fez milagres no fundo. Zé Roberto, tranqüilo à beira da quadra, pediu calma às suas jogadoras. Estas ouviram o treinador com atenção e, usufruindo do que o Brasil tem de melhor, a versatilidade, fecharam em 27 a 25.

 

 

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