Na terra da Grande Muralha, as atenções se voltaram para outro paredão neste domingo. Com um bloqueio impecável, que garantiu 18 pontos contra apenas dois do adversário, a seleção feminina de vôlei do Brasil derrubou a Itália e seguiu invicta nas Olimpíadas de Pequim.
A vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/22 e 25/17, garante à equipe verde-amarela a liderança do grupo B. Após fechar a fase de classificação com 100% de aproveitamento, sem perder um set sequer, resta agora aguardar o adversário da próxima fase – o quarto colocado da chave A, ainda indefinido (China ou Japão).
Nas Olimpíadas, quatro seleções de cada grupo se classificam para as quartas-de-final.No Grupo B, brasileiras e italianas estavam empatadas. O técnico José Roberto Guimarães havia dito que a classificação às quartas, de forma antecipada, foi muito boa. Porém, ele afirmou que queria o primeiro lugar da chave. E não descansou até conseguir.
Desde que a vaga foi garantida, a Itália não saiu da cabeça do treinador, muito menos a temida cubana naturalizada italiana, Agüero. Após ter que lidar com a morte da mãe no início das Olimpíadas, a jogadora voltou a se entrosar com a equipe. Por isso, o treinador fez questão que seu time enfrentasse Sérvia e, principalmente, o Cazaquistão pensando na rival. A tática foi perfeita, pois o Brasil atropelou as italianas, destruiu no bloqueio e não deu chances a Agüero.
O Brasil segue firme na busca pela inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Na estréia, em ritmo de treino, superou a Argélia. Contra a Rússia, além de aplicar fáceis 3 sets a 0, a seleção deu adeus ao trauma de Atenas 2004 e se vingou do Mundial de 2006. No duelo contra a Sérvia, mais uma boa vitória. A partida contra o Cazaquistão permitiu ao Brasil conseguir a parcial mais fácil das Olimpíadas: 25 a 6. No último jogo da rodada, o triunfo da confiança sobre a Itália. Que venha o adversário o próximo adversário!
Bloqueio do Brasil pára a ‘temida’ Agüero
Cada vez melhor, mais madura e mais entrosada, a seleção brasileira entrou em quadra com um sistema tática muito eficiente. Marcando a jogadora de segurança da Itália, a cubana naturalizada italiana, Agüero, o Brasil não encontrou a menor dificuldade para vencer o primeiro set. A bola na mão da levantadora Fofão, tendo como principal passadora a líbero Fabi, permitiu que Paula Pequeno, Mari e Sheilla tivessem calma no ataque. Pelo fundo, pela saída ou pela ponta, as brasileiras marcaram.
Pelo outro lado da rede, reinava a pressão. A ‘temida’ Agüero, considerada a melhor atacante do vôlei europeu em 2007, não conseguiu virar uma bola. Todas paravam no perfeito bloqueio do Brasil, principalmente o triplo. Só neste fundamento foram nove pontos. O técnico italiano Massimo Barbolini parou o jogo duas vezes na tentativa de reverter a situação, mas a seleção não errou e fechou em 25 a 16.
‘Muralha’ garante a vitória da seleção brasileira
O ritmo frenético foi mantido no segundo set, principalmente no bloqueio. O Brasil não deu chances à Itália, que chegou a trocar a posição de Agüero para deixa-la mais solta. A alteração não funcionou, pois o ‘paredão’ brasileiro estava atento e parava todas as bolas. Consciente, a equipe cravou 25 a 22.
No terceiro set, até Fofão, a segunda mais baixa da equipe, resolveu subir no bloqueio. Foi uma atuação impecável da seleção brasileira. As italianas não sabiam mais o que fazer diante da muralha imposta pelas rivais. Sem reação, o Brasil teve facilidade para finalizar em 25 a 15.