Terça-feira, 19 de Agosto de 2008         06h52        356
Organização pede desculpas por sumiço de vara de atleta brasileira
Folha

Um dia após uma das varas da brasileira Fabiana Murer ter sumido na final do salto com vara dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Bogoc (Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos) pediu desculpas pelo episódio por meio de uma carta encaminhada ao chefe da equipe de atletismo do Brasil, Martinho Nobre.

Na carta, o Bogoc informa que o problema foi "involuntário", mas sem dar muitos detalhes. "Eles enviaram a carta como uma satisfação depois que registramos a apelação junto à Federação Internacional de Atletismo", afirmou o chefe da equipe brasileira referindo-se, ao pedido de anulação da prova feito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

O pedido brasileiro foi rejeitado pela Iaaf (Federação Internacional de Atletismo), que considerou que Fabiana validou sua participação ao tentar saltar 4,65 m, depois que todo o problema já tinha acontecido. A prova foi vencida pela russa Yelena Isinbayeva, que conquistou o bicampeonato olímpico com novo recorde mundial, 5,05 m.

Confusão

A confusão começou quando Fabiana Murer não achou sua vara para partir para seu segundo salto, em 4,55 m. Ela já tinha feito o primeiro, com 4,45 m. A brasileira reclamou com a organização --chegou a ficar parada na frente da chinesa Shuying Gao para impedir o salto da adversária-- e fez com que a prova fosse paralisada por alguns minutos.

Sem solução, a saltadora optou por não tentar saltar 4,55 m, voltando à competição apenas na altura de 4,65 m, mas não conseguiu passar o sarrafo e foi eliminada da disputa.

Normalmente, as atletas neste tipo de competição utilizam varas de densidades diferentes de acordo com a altura que desejam atingir. Quanto mais alto precisam chegar, mais dura deve ser a vara.

"Eu acho que eu tinha condições [de brigar por medalhas]. Eu tinha dez varas. Na hora que fui [para o segundo salto], vi que tinha nove. Achei que tinha contado errado. Mas na hora que eu precisei da vara ela não estava lá. Eu tentei achar a vara, mas simplesmente ela não estava lá", reclamou a atleta, que é dona da terceira melhor marca do ano, com 4,80 m.

"Só sei que eles atrapalharam minha competição. Eu não tinha mais o que fazer. Foram procurar e não encontraram. [A vara] não estava lá, então eu tive que adaptar, mas não deu certo", declarou a atleta. 

 

 

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