A
expressão da Nissan no mercado brasileiro é tímida. A montadora japonesa possui
apenas 1% de participação no mercado nacional, ou seja, dos mercados onde a
Nissan está é o que menos vende. Para a empresa, apenas uma fase que muda a
partir de agora.
O
novo Livina, apresentado na noite desta terça-feira (17) em Curitiba (PR), é o
“curinga” da montadora para projetar a marca no Brasil. A versão mais barata
(1.6 com câmbio manual) chega às concessionárias por R$ 46.690, já a topo de
linha (1.8 automática), por R$ 50.690.
Por
que a mais importante cartada da montadora? Porque é o primeiro veículo de
passeio da Nissan fabricado no Brasil e o pioneiro da marca em motor
bicombustível - o veículo vem equipado com motor 1.6 16V ou 1.8 16V.
Além disso, o carro foi desenvolvido para concorrer com veículos de importante
expressão no mercado brasileiro como os monovolumes Honda Fit, Chevrolet Meriva
e o Fiat Idea; as minivans Chevrolet Zafira, Renault Scénic e Citroën Xsara
Picasso; e modelos maiores como o Citroën C4 Grand Picasso e o Renault Grand Scénic.
Ousado?
É exatamente este o apelo da marca japonesa, que pretende atingir até o final
de 2009 market share de 1,6% a 1,7%. A meta para o médio prazo é ainda mais
ousada, até 2012 a
montadora pretende alcançar 5% do mercado nacional, segundo o presidente da
Nissan Mercosul, Thomas Besson. Se os números dele estiverem certos, a
companhia terá uma fatia maior que a parceira Renault tem hoje no Brasil.
O
veículo já é produzido no complexo do grupo Renault Nissan, em São José dos Pinhais, no
Paraná, e tem 70% de índice de nacionalilzação - graças à estrutura montadada
com fornecedores da parceira Renault. O monovolume já é vendido na China,
Indonésia, África do Sul, Tailândia, Taiwan e Oriente Médio.