A
repercussão do lançamento do Tata Nano, que chega ao mercado como o mais barato
do mundo, sugere uma curiosa comparação: como seria colocar o compato carro
indiano ao lado de um Bugatti Veyron, o automóvel de produção em série mais
caro do planeta?
Os dois são automóveis, têm direção, rodas, portas, motor e levam pessoas de um
lado para o outro. Apesar de toda essa semelhança, ambos são completamente
diferentes. Basta ver o preço: o custa Bugatti Veyron US$ 1,3 milhão enquanto o
Tata Nano, míseros US$ 2 mil.
Ou
seja, quem levar um Bugatti Veyron para casa poderia, pelo mesmo valor,
adquirir uma frota de 650 unidades do Tata Nano. Os dois modelos representam as
duas extremidades da linha de produtos da indústria automobilística mundial e
mostram que o setor tem oferta para todos gostos. E bolsos...
A
Bugatti tem uma produção anual limitada de 50 unidades do Veyron. E o Tata
Nano, que só começa a ser entregue aos clientes em julho, tem mais de 100 mil
pedidos.
Comparar
ambos chega a ser uma covardia, mas os números são curiosos. O superesportivo
Bugatti Veyron, de origem ítalo-francesa (a marca pertence atualmente ao Grupo
VW), é equipado com um motor W16 quadriturbo de 8 litros capaz de gerar
1.001 cavalos de potência. Já o microcarro indiano Tata Nano tem um propulsor
de apenas dois cilindros e 0,623
litro, que gera 33,5 cavalos de potência - 30 vezes mais
fraco que o Veyron.
A diferença no desempenho é abissal: enquanto o Bugatti leva apenas 2,5
segundos ir de 0 a100 km/h,
o Nano precisa de 35 segundos para atingir os 100 km/h e mal passa dessa
velocidade (105 km/h
de máxima). Em compensação, o Nano percorre 22 quilômetros com
apenas um litro de gasolina, sendo 11 vezes mais econômico que o Veyron (2
km/l).
Uma
corrida entre os dois lembraria a famosa fábula da lebre e a tartaruga. Neste
caso, o Bugatty Veyron - a lebre - teria que dormir por semanas (ou fundir seu
valioso motor) para ser ultrapassado pela "tartaruga" indiana.