Quarta-feira, 13 de Maio de 2009         11h52        62
Muitos acessórios podem prejudicar a revenda do carro
G1
O carro está entre os sonhos de consumo de todo brasileiro e, com as taxas de juros dos financiamentos caindo e o corte nos impostos, ele nunca foi tão real. Mas o consumidor, mesmo na euforia da compra, precisa levar em conta várias ponderações, inclusive, a facilidade de revenda do veículo. Alguns acessórios, por exemplo, são muito caros e podem até desvalorizar o carro na hora de passá-lo para frente.

Faróis de xenon, com luzes mais fortes e azuladas que as comuns, as setas que também piscam no retrovisor e a antena com design do tipo shark (tubarão) foram alguns dos acessórios que Marcos Santos fez no carro que comprou.

“O que dá mais visibilidade e o que foi mais caro foram as rodas, sistema de suspensão, as rodas são de liga leve, aro 19, perfil 35 e foi bem caro. Depois disso sistema, o multimídia: tenho GPS, TV, DVD”, comenta o DJ Marcos Santos.

Ele também rebaixou o carro, colocou filtro esportivo e chip de potência para melhorar o desempenho do motor. Ao todo, o DJ gastou R$ 30 mil só em acessórios, o preço de um carro popular.

“O legal é a satisfação pessoal mesmo. Essa coisa foi realmente para personalizar, deixar o carro com a minha cara”, justifica o DJ Marcos Santos. 

Mas, na hora de vender, essas adaptações nem sempre valorizam o carro. Primeiro, depende do comprador, que pode gostar ou não de veículos mais personalizados. Depois, depende do vendedor para convencer o cliente. Mas há alguns acessórios que sempre aumentam o preço do carro.

Na hora da compra, o carro com ar condicionado vale, no mínimo, R$ 1 mil a mais. Com bancos de couro, o valor aumenta em média R$ 500. Com vidro elétrico, trava elétrica e alarme também. Direção hidráulica significa mais R$ 1 mil.

O que não vale a pena o investimento: “O acessório que descaracteriza o original já não é bom. Por exemplo, uma roda muito grande, spoilers, muita iluminação acabam desvalorizando”, explica o gerente de concessionária Joanino Nunes.

Alguns itens facilitam a venda do carro usado, mas não aumentam o preço, como rodas de liga leve e faróis de milha. A pintura metálica custa em torno de R$ 900 no carro novo, mas na venda do usado não tem acréscimo. Em São Paulo, por exemplo, carros brancos valem de R$ 2 mil a R$ 3 mil a menos por serem confundidos com os táxis.

Nas concessionárias, acessórios não originais fazem o carro perder valor. Mas para quem é aficionado, o importante não é o retorno financeiro.

“Pode ser que seja um investimento sem retorno, a não ser que eu consiga vender para alguém que goste do carro com as mudanças que eu fiz. Caso contrario é uma perda. Mas o carrão faz sucesso”, diz o DJ.

 

 

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