A
conclusão da aliança entre a Fiat e a Chrysler e a recuperação do construtor
americano continuam sendo a principal meta do grupo automobilístico italiano,
declarou nesta sexta-feira (29) o presidente da empresa Sergio Marchionne.
"Nosso objetivo é finalizar a aliança entre a Fiat e a Chrysler, iniciada
no fim de abril com a anuência da administração Obama", disse Marchionne.
"Precisamos que a empresa volte a decolar assim que sair do capítulo 11
(da lei americana de proteção contra falência). Este continua sendo nosso
primeiro objetivo", disse durante uma conferência em Montreal.
A justiça americana deve se pronunciar nesta sexta-feira (29)
sobre um plano que prevê a venda dos ativos sadios do construtor
automobilístico Chrysler a um consórcio estruturado em torno do italiano Fiat.
Sobre as informações de que a General Motors (GM), casa matriz da Opel, e o
canadense Magna International concluíram um acordo de princípio para a venda do
construtor alemão ao canadense, o presidente da Fiat respondeu que, se for o
caso, "a vida vai continuar".
Ele também descartou qualquer possibilidade de seu grupo poder se aliar à Magna
para retomar a Opel. Ele indicou, por outro lado, estar interessado na compra
da sueca Saab, que pertence também à divisão europeia da GM.
A respeito da aliança com a Chrysler, o presidente da Fiat destacou que não
seria uma integração propriamente dita.
"Não transformaremos a Chrysler em uma empresa automobilística italiana,
não faremos nunca isso. Devemos manter esta organização verdadeiramente dentro
das exigências de seu próprio mercado", continuou o presidente da Fiat.