Uma
dúvida cruel assola milhares de motoristas ao se tratar do assunto carroceria.
A dúvida que mais persiste é: afinal de contas, é verdade que os atuais
veículos não possuem mais chassi? Pois bem, realmente a maior parte dos
automóveis não conta mais com o velho chassi. O que os carros possuem
atualmente é uma carroceria monobloco. Essa é a carroceria mais comum nos
carros modernos.
Nessa
estrutura, o assoalho é estampado juntamente com o restante da lataria, assim
todas as partes do corpo do carro saem da linha de montagem como uma peça
única. Em razão dessa característica deu-se o nome de monobloco. A grande
vantagem de empregar esse tipo de estrutura está na redução de peso e também no
comportamento dinâmico do veiculo que fica infinitamente melhorado.
O
velho chassi como muitos conhecem, foi planejado para ser uma peça separada da
carroceria. Esse item é considerado uma espécie de espinha dorsal dos
automóveis.
Nela todas as demais partes são acopladas. O assoalho é separado do
restante da carroceria e fica apoiado nas longarinas, travessas paralelas que
ficam em toda a extensão do chassi. Esse conceito de uma peça separada da carroceria
equipa os comerciais, como caminhões e picapes, pois reduz a possibilidade de
trincas na estrutura, uma vez que esses veículos são mais exigidos na sua
utilização, geralmente na capacidade de carga.
Então
temos duas formas na estrutura de um carro. Ele pode ser monobloco, uma peça
única que compreende assoalho, as laterais e o teto. Geralmente é utilizada nos
automóveis de passeio. A outro forma é o chassi e carroceria separados, em que
o assoalho é a estrutura principal do carro. A ele é acoplada a carroceria, com
laterais e teto. Essa estrutura de duas peças é mais utilizada nos veículos
comerciais, como picapes e caminhões.
O
termo chassi ainda desperta algumas confusões principalmente por causa dos
documentos de um carro. Na verdade a identificação de um automóvel é o seu
registro geral, semelhante ao RG das pessoas. Acontece que no RG dos veículos o
termo chassi é empregado para individualizar cada modelo com um número de
produção. Mas, independente de ser um carro com monobloco ou com chassi e
carroceria separados, no documento todos serão tratados apenas por chassi.
Nesse
registro constam uma série de números e letras que informam a procedência do
automóvel, como local onde foi fabricado, o ano de fabricação, a marca, modelo
e seu número dentro da linha de montagem. Uma regra bem interessante é que as
letras “I”, “O” e “Q” foram proibidas, pelo fato de poderem ser facilmente
adulteradas. Mais uma boa cautela para dificultar o trabalho de malandros.
Abaixo segue um modelo da numeração do chassi.
Para
completar a carroceria, independente de ser em uma ou duas peças, vem a lataria
que dá as formas ao carro para completar. A espessura dessa peça pode variar de
uma área para outra do veículo. Em alguns modelos da Fiat, por exemplo, a chapa
que vai na área externa pode medir entre 0,7 e 0,8 milímetros.
As
carrocerias atuais são mais finas e mais leves, porém tudo com o intuito de se
deformarem com mais facilidade em caso de uma batida. A engenharia das marcas
prevê a deformação progressiva. Nesse projeto as extremidades do veículo se
deformam, absorvendo o impacto e assegurando a integridade física dos
ocupantes.
É muito comum ouvir falar de barras laterais de proteção, mas pouca gente sabe
qual a sua real finalidade. Essas estruturas metálicas são montadas no interior
das portas dos automóveis e sua função principal é proteger a região da altura
dos assentos. Na porta dianteira a barra de proteção se apóia na coluna
dianteira e também na central.
Já nos carros de quatro portas, a porta traseira
apóia a barra nas colunas central e traseira. Essa peça é bem eficiente, pois
absorve os impactos laterais em caso de acidente. Esse equipamento é um tanto
antigo, pois já era utilizada nos carros de produção desde o final dos anos 80.