Quinta-feira, 04 de Junho de 2009         08h46        82
Saiba como usar corretamente a embreagem
G1
Ciete Silvério
 Saiba como usar corretamente a embreagem
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A manutenção do carro não é feita apenas na oficina. Revisões básicas para que o veículo não comece a dar trabalho com pouco tempo de uso devem ser feitas semanalmente. No entanto, todo dia o proprietário do veículo deve estar atento a certos cuidados ao dirigir, como não deixar o pé apoiado na embreagem quando o carro estiver parado no semáforo. O site G1 responde a algumas dúvidas dos internautas sobre os procedimentos que visam prolongar a vida útil do veículo, como limpeza da injeção eletrônica, manutenção do óleo e do sistema de arrefecimento. Confira.

Tenho um Corsa Hatch, modelo 2002. A embreagem dele está mais dura, isto é correto?
- Jorge Luiz Duarte

A embreagem de um automóvel endurece com o tempo de uso, é normal. Mas isso só acontece depois de muitos anos. Em alguns casos, esse “peso” na embreagem indica desgaste, principalmente se estiver associada ao pedal alto, ou seja, quando o motorista precisa tirar bastante o pé para o veículo entrar em movimento. Contudo, um motorista mais zeloso consegue manter a embreagem suave por mais tempo. Uma boa dica é evitar de segurar o carro em subidas apenas na embreagem. Quando enfrentar uma ladeira e tiver de parar, pise no freio e se for o caso utilize também o freio de mão, mas evite ao máximo de manter o carro parado somente na embreagem. Também evite de ficar parado no semáforo com o pé fincado na embreagem e nas trocas de marcha pise até o final entre uma marcha e outra. Também nunca deixe o pé apoiado no pedal da embreagem quando estiver em movimento.

Há necessidade de limpeza dos sensores da injeção eletrônica?
- Lorival

A limpeza nem sempre é necessária, mas a inspeção sim. O prazo para a limpeza e a manutenção dos sensores e dos principais itens do sistema de alimentação está especificado no manual do proprietário. Conforme o fabricante, pode variar entre 25 mil e 30 mil quilômetros, mas o correto é fazer ao menos uma inspeção a cada 15 mil quilômetros em razão da qualidade do combustível no mercado. Essa inspeção também é programada nas várias revisões do carro recomendadas pelo fabricante.

Gostaria de ter mais informações sobre a troca de óleo, pois hoje em dia há vários tipos de óleo: sintético, normal, com aditivos. E saber também o total de km que devo fazer a troca de óleo.
- Wagner, Alfenas (MG)

O importante, a saber, sobre óleo do motor é que cada veículo tem uma especificação recomendada pelo fabricante. Essa especificação consta no manual do proprietário. Nas trocas é preciso tomar o devido cuidado de usar produtos de um mesmo nível de desempenho (API) - sigla em inglês de Instituto Americano do Petróleo, uma classificação de duas letras que informa o tipo de motor para o qual o óleo se destina (gasolina ou diesel) e o nível de qualidade. Também não se esquecer do mesmo índice de viscosidade (SAE) - sigla em inglês para Sociedade de Engenharia Automotiva, que classifica os lubrificantes automotivos em faixas de viscosidade. Vamos tomar como exemplo o 15W40. O primeiro número indica a viscosidade do óleo em uma temperatura baixa, como na hora da partida, e o segundo indica a viscosidade à temperatura operacional. Quanto menor o primeiro número, mais fino é o óleo e quanto maior o segundo, mais grosso.

Além disso, é importante usar um único tipo de óleo e de preferência da mesma marca. Em princípio, os óleos automotivos são compatíveis entre si, sendo até possível misturar marcas diferentes. No entanto, a melhor alternativa ainda é evitar esse procedimento. Uma observação importante é nunca misturar óleo mineral com óleo sintético. Quanto aos prazos, o óleo do tipo mineral tem o prazo de troca estipulado a cada 5 mil quilômetros, semi-sintético a cada 10 mil quilômetros e sintético a cada 20 mil quilômetros. Independentemente da quilometragem, também é preciso ficar atento ao tempo de uso, pois mesmo que a quilometragem não for atingida, a cada seis meses é necessário fazer a troca do óleo. Lembre-se que o filtro de óleo deve ser substituído em toda troca de óleo. 

Gostaria de saber se, realmente, o uso do ar-condicionado tem relação com o aumento do consumo de combustível, e se posso deixar o ar já acionado para que, quando ligar o carro, ele já funcione automaticamente.
- Marcelo Pinheiro Chaves

O condicionador de ar tem relação direta com o consumo, pois para funcionar o seu gerador é ligado ao motor do carro por correias. Ao entrar em funcionamento, o ar-condicionado retira do motor do automóvel algo em torno de 8 a 15 cavalos de potência. O equipamento pode permanecer com seu interruptor acionado, mesmo antes da partida do motor. Acontece que, em carros mais usados, alguns equipamentos podem vir a ter problemas em razão disso. Se o seu carro tem mais de 10 anos de uso, é bom desligar e ligar somente com o carro em funcionamento. Tudo funciona bem se a manutenção estiver em dia, por isso é recomendável fazer uma inspeção anual para verificar o filtro, que retém impurezas vindas do ar externo e também pode acumular fungos se não for trocado periodicamente. A inspeção pode detectar vazamentos e também checar o nível do gás. Se ele não estiver em ordem, o condicionador não vai esfriar o ambiente.

Pneus maiores que o recomendado pelo fabricante podem causar danos ao veiculo? Quais?
- Valter Barreto, Salvador

Em todos os carros o manual do proprietário considera algumas opções com medidas diferentes. Não são muito distintas, mas na hipótese de fazer alguma alteração é bom consultar o manual. Alguns veículos têm versões com características diferentes que acabam exigindo pneus diferentes, um bom exemplo são as versões esportivas. No caso de se colocar um pneu maior, considera-se que será mais largo e mais alto que o anterior. Essa troca vai provocar mudanças no carro sim, algumas sutis, como o consumo de combustível. A aferição do velocímetro e hodômetro também serão alteradas, pois o pneu novo terá medidas diferentes que irão comprometer a aferição original do automóvel. Caso a alteração na medida seja excessiva, podem ocorrer interferências na estrutura do veículo. Os componentes da suspensão também podem ter a vida útil encurtada, se forem submetidos a esforço diferente do projeto em razão de um pneu muito diferente do tamanho original.

Sempre que retirarmos um pneu, por estar furado ou por outro motivo que não seja a troca por desgaste, devemos fazer alinhamento e balanceamento?
- Gilberto Santos, Rio de Janeiro

A substituição de um pneu por causa de um furo, por exemplo, não exige novo balanceamento e muito menos alinhamento. O balanceamento deve ser realizado sempre que se perceber alguma trepidação no volante ou a cada 5 mil quilômetros. O alinhamento deve ser realizado sempre que o motorista sentir que o veículo está com um comportamento inadequado, ou seja, puxando para um dos lados ou a cada 10 mil quilômetros.

Gostaria saber um pouco sobre o liquido de arrefecimento, quando trocar e se pode ser completado quando estiver baixo. Quais os problemas que podem ocorrer na falta do líquido?
- Anderson Cassius

Primeiro deve se fazer uma inspeção semanal no reservatório de água do motor. Caso a água estiver abaixo da indicação de nível mínimo, será preciso completar. Mas não se deve completar apenas com água normal, também é preciso adicionar na proporção necessária o liquido de arrefecimento, muito conhecido por aditivo da água. Se o nível de água começar a baixar frequentemente será preciso levar o carro a uma oficina para averiguar o sistema.

O sistema de arrefecimento deve ser inspecionado ao menos uma vez por ano. Nessa inspeção, é fundamental fazer a limpeza, que esgota toda a água, limpa o radiador, confere as mangueiras de borracha e mantém o sistema livre de resíduos que podem impregnar o bloco e desse modo diminuir a eficiência na refrigeração do motor. A falta de água no arrefecimento faz o motor ferver e a consequência é uma só, o motor poderá fundir. 

Como e quando devo lavar o motor do meu carro (motor a diesel)?
- Salomão Cosme, Campo dos Goytacazes (RJ)

O ideal é não lavar muitas vezes, apenas se estiver muito sujo, algo que não deve ser mais que uma vez ao ano. Antes de tudo, evite jogar água quando o motor ainda estiver quente. Na hora da lavagem, não use produtos químicos e derivados de petróleo, pois esses agentes químicos podem corroer as peças de borracha do motor e também afetar o sistema elétrico. Aplicar óleo diesel sobre pressão não é recomendado. O que pode ser feito é aplicar com um pincel apenas nas áreas mais afetadas (sujas) e, em seguida, enxaguar com água. O ideal é que não fiquem resquícios do óleo, pois ele poderá acumular mais facilmente a sujeira. Mas lembre-se de nunca utilizar em partes de borracha. É importante nunca usar água sob pressão, pois pode comprometer sensores e componentes elétricos e eletrônicos.

 

 

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