Uma
menina de 12 anos está fazendo sucesso no país como uma talentosa piloto de
arrancadas. A paulista Isabela Camporeze Porte é a primeira garota a acelerar
um dragster no Brasil.
A
bordo do bólido projetado especialmente para crianças, Isabela explica que
consegue atingir uma velocidade final superior a 100 km/h em uma arrancada
de 200 metros
em menos de dez segundos. "Ao final da corrida, um paraquedas se abre para
ajudar a frear o veículo", diz.
Medo?
Perigo? Isabele garante que é tudo muito seguro. “Uso cinto de segurança com
cinco pontas, macacão anti-chamas, pescoceira, capacete, luvas e bota de
corrida", explica. “Eu adoro velocidade. Quando saio da pista já
quero entrar novamente".
Sucesso
nos Estados Unidos, o dragster é um tipo de veículo leve com motores
extremamente potentes, especialmente projetados para provas de arrancadas em
retas de 400 metros
de extensão. No caso de Isabela, que participa da categoria júnior, a prova é
disputada uma pista menor. Os veículos também são menores e mais leves (pesam 100 kg) e levam um
motor Honda de 13 cavalos de potência. O dragster júnior custa cerca de R$ 20
mil e tem quatro metros de comprimento, bem menor que os veículos
profissionais,de 6,8
metros, capazes de correr a mais de 400 km/h.
Isabela
vem de uma família de pilotos. O pai e o irmão também participam de provas de
arrancadas. A mãe disputava corridas com Opala em Interlagos. A
velocidade está no sangue. “É mais seguro ela andar de dragster do que de
kart”, afirma Agnaldo Renol Porte, pai de Isabela. “Temos até crianças menores,
de 5 a 6
anos, andando de dragster no Brasil. Além disso, Isabela só anda em pistas
credenciadas que contam com todo o sistema de segurança.”
A menina não se intimidou quando foi convidada para fazer seu batismo no dragster
no final do ano passado no meio dos meninos. Recentemente, bateu o recorde da
pista de 200 metros
do Velopark, no Rio Grande do Sul, com 106 km/h em 200 metros, baixando a
marca de 13 segundos para 10,4 segundos. Para correr nos grandes dragsters, Isabela
vai ter de esperar completar 18 anos e tirar carteira de habilitação.
A família acompanha a menina em todas as provas. Neste fim de semana, Isabela
vai acelerar no Autódromo Internacional de Curitiba, em São José dos Pinhais
(PR). “Daqui a alguns anos ela não vai mais caber no carro júnior e
terá de ficar alguns anos sem correr”, diz o pai. Segundo ele, quando isso
acontecer, Isabela vai fazer cursos de pilotagem nos Estados Unidos para
aprender a correr nos grandes bólidos.