Ele
foi a estrela do Salão do Automóvel de Los Angeles, em novembro do ano passado,
ao prometer 240
quilômetros de autonomia e recarga completa da bateria
de íos de lítio em apenas 2,5 horas. Porém, o seleto grupo de 450 consumidores
incumbidos de testar a receptividade do MINI E está enfrentando problemas até
então ofuscados pelo brilho inicial.
Devido
a erros logísticos da BMW, dois terços dos clientes ainda não receberam o
cabo especial de alta voltagem necessário para recarregar o veículo. Dessa
forma, eles são obrigados a usar tomadas convencionas residenciais de 110V para
recarregar o automóvel. Resultado: longas 23 horas para que o
processo seja concluído.
Até
o momento, apenas 23 MINI elétricos foram de fato encomendados, mas a montadora
almeja aumentar os pedidos até o final de junho. Cada um dos novos clientes
esta pagando US$ 850 (cerca de R$ 1 600) de arrendamento pelo carro, cuja
bateria, teoricamente, é completamente recarregada em menos de três horas.
O
fato repercutiu de forma negativa entre os profissionais do ramo, que
reclamaram afirmando que a situação poderia causar uma percepção
pejorativa sobre os veículos elétricos. "A subsidiária da BMW está
causando uma péssima primeira impressão com o seu primeiro veículo
elétrico", afirmou Chelsea Sexton, defensora dos combustíveis híbridos e
criadora da Lightning Rod Foundation.
A
MINI admitiu o erro e afirmou que não cobrará taxas de seus clientes
até que os cabos sejam repostos. Porém, muitos desses motoristas devem ficar
sem o cabo até agosto, já que o certificado de segurança para o
equipamento ainda não foi aprovado nos Estados Unidos, diferentemente do que
ocorre na Europa.
Em relação às críticas, a MINI se mostra
indiferente e diz estar satisfeita com a forma com que está conduzindo a situação:
“As pessoas estão entusiasmadas para comprar os carros, e nós sentimos que eles
são uma boa solução para elas”, disse um porta-voz da empresa em comunicado.