O
que o novato Kia Soul 1.6 tem em comum com os veteranos Honda Fit 1.4 (R$ 51
mil), Nissan Livina 1.6 (R$ 49 mil), Chevrolet Meriva 1.4 (R$ 47 mil) e Fiat
Idea 1.4 (R$ 46 mil)?
Exceção
para a faixa de preço, que será em torno de R$ 55 mil, mais nada. O Soul chega
ao mercado mundial e ao Brasil no final de julho com a proposta de não se
enquadrar em nenhuma categoria tradicional.
Afinal
ele não é nem minivan nem perua nem hatch. É algo como um minúsculo
"utilitário esportivo urbano", como a Kia o classifica, mas sem
aquele aspecto de durão do Land Rover, de quem ele roubou as saídas de ar nos
para-lamas dianteiros, perto das portas, mas que nele tem apenas função
decorativa.
E,
apesar de os desenhistas terem se inspirado no Mini Cooper, seus 4,1 m o distanciam 40 cm do inglesinho, mas dão
como vantagem um bom espaço interno (1.785 mm de largura e 1.610 mm de altura).
Traduzidas,
essas medidas significam um interior com "pé-direito" excelente:
ninguém irá bater a cabeça ao entrar no carro ou ao se acomodar. É confortável
para quatro passageiros, adultos e altos.
O
desenho da carroceria é marcante, com recortes e saliências no capô, no
para-lamas e na tampa do porta-malas. O para-brisa é amplo, as maçanetas e a
tampa do tanque são cromadas, e os faróis e as grandes lanternas dão "ar
musculoso".
Quando
o assunto é acabamento, o Soul não revela de cara a sua origem. Mas um olhar
atento nas partes que compõem o todo delatam que o plástico em excesso faz
ruído, colocando-o em certo descompasso com a concorrência.
Primeiro lote
A
Kia prevê fabricar, na Coreia, 136 mil unidades do Soul por ano: 36 mil ficarão
por lá, 50 mil irão para os EUA, 30 mil, para a Europa, e 20 mil, mundo afora
--no Brasil, o primeiro lote chega com 600 carros.
Aqui
desembarca apenas a versão equipada com motor 1.6 16V, com 124 cv de potência e
16 kgfm de torque, com câmbio manual ou automático, de quatro velocidades. A
2.0, com 144 cv, não virá. Nenhum dos motores é flexível.
De
série, trará freios ABS, airbags, ar-condicionado, direção hidráulica e
toca-CDs.
Focado
no público jovem, a partir de laboratório feito no Salão de São Paulo, já vem
com rodas de aro 18 e oferecerá 11 opções de cores. Mas a Kia não ousou tanto e
decidiu não trazer os kits de personalização.
Entre
os mais inusitados, estão adesivos com grafismo de dragão e porta-objetos e
porta-luvas revestidos por dentro com acabamento colorido.
O
pacote com retrovisor interno com câmera de estacionamento e alto-falantes que
se iluminam ao ritmo da música também não vêm.
Com
o Soul, a Kia quer mudar a percepção mundial da marca. Sem dúvida, fez um carro
que não remete a nada do que a empresa fez até hoje.