As
empresas importadoras de veículos BMW, Chrysler, Dodge, Effa Motors, Ferrari,
Jeep, Kia Motors, Maserati, Pagani, Porsche e SsangYong fecharam o primeiro
semestre deste ano com crescimento de 6,8% sobre o mesmo período do ano
passado.
Ao todo, foram emplacadas 12.955 unidades neste ano contra 12.130 nos
primeiros seis meses de 2008. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14)
pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores
(Abeiva).
Somente
em junho, as vendas foram 19,41% superiores as de maio, de 2.313 unidades para
2.762 unidades. Ao considerar os resultados de mais seis empresas que entraram
na Abeiva em julho – Chana, Hafei Motor, Jaguar, Jinbei, Land Rover e Suzuki –
o crescimento das vendas no período foi de 26,25% sobre maio, com
3.453 unidades.
“Junho
sofreu forte efeito do IPI, já que as pessoas anteciparam a compra, na dúvida
se o desconto seria prorrogado ou não pelo governo. Por causa desta distorção,
é possível que a partir de julho as vendas continuem a subir, mas não na mesma
proporção”, afirma o presidente da Abeiva, Jörg Henning Dornbusch.
O
desempenho de vendas no atacado – a venda realizada das importadoras para a
rede de concessionárias – também mostra alta. O resultado das onze empresas
filiadas à Abeiva, em junho, aprsenta expansão de 63,65% em relação ao mês
anterior, com total de 3.242 unidades comercializadas contra 1.981 veículos de
maio. No entanto, comparadas a junho de 2008, as vendas no atacado mostram
queda de 5,7%. Foram 3.242 unidades contra 3.439 de junho de 2008.
Revisão das projeções
Para
o fechamento de 2009, a
Abeiva esperava volume total de 32 unidades vendidas. No entanto, Dornbusch
acredita que os emplacamentos deverão superar 35 mil unidades. “A redução do
IPI ajudará muito a atingir esta marca e acreditamos que em setembro teremos um
pico de procura pelos importados, porque a partir de outubro o governo já
anunciou que retomará a cobrança do imposto de forma gradativa”, observa o
presidente da entidade.
A
valorização do real diante do dólar ou do euro também ajuda o segmento,
principalmente, pelo efeito psicológico - já que apesar da crise, o preço
dos produtos se manteve estável. “Com a moeda estabilizada, a tendência é de
aumento constante da procura por importados”, observa.
O
incentivo ao consumo e a estabilização monetária não são os únicos fatores que
impulsionarão o crescimento da Abeiva. Segundo Dornbusch, mais duas marcas irão
se associar à entidade ainda este ano. Uma delas é a Mini, que apesar de ser uma
marca da BMW, tem atuação independente. “A outra não posso revelar”, diz.
A
importância da ampliação do número de associados para o segmento está nas
negociações com o governo, para a redução da alíquota de importação, de 35%.
Segundo a Abeiva, a alta taxa dificulta os negócios no país, já que os veículos
concorrem diretamente com aqueles importados pelas montadoras por
meio de acordos bilaterais, que não são taxados.
Participação de mercado
Os
números de emplacamentos em junho mostram que as associadas à Abeiva
representaram no mês uma participação de 8,7% e 1,2%, respectivamente, dos
totais de importados (39.845 unidades) e do mercado geral (289.792 veículos) e
no acumulado de janeiro a junho a participação foi de 7,3% e 1,1%. O total de
carros importados até agora foi de 207.689, semdo que o mercado geral nos
primeiros seis meses do ano registrou a venda de 1.393.624 de veículos.