Sem
o motor flex - que era aguardado para a nova Ranger -a Ford reduziu os preços
da linha 2010, em relação ao modelo anterior, em uma tentativa de
equilibrar a disputa com a principal rival: a Chevrolet S10.
De acordo com a marca, o propulsor bicombustível está em desenvolvimento e deve
chegar em breve. A
montadora afirma que a engenharia da marca ainda não atingiu uma relação
potência e consumo de combustível interessante para o consumidor. Mas segundo a
Ford, isso não será um problema de vendas, já que 75% do mercado de picapes
médias é a diesel.
Enquanto isso, por causa do motor flex ou não, a S10 dispara na frente do segmento.
No fechamento do primeiro semestre deste ano foram emplacadas 16.742 unidades
da picape da Chevrolet, contra 5.284 unidades da Ranger, que ocupa
a quarta posição no ranking de vendas, atrás de Toyota Hilux e Mitsubishi
L200, outras duas fortes concorrentes nas versões mais sofisticadas.
A
saída encontrada pela Ford foi oferecer mais por menos. Em todas as versões da
nova linha o preço foi reduzido e o pacote de série ganhou novos itens. A
diferença do modelo de entrada, XL 4X2 cabine simples 2.3 a gasolina que parte de
R$ 45.900, para a mesma configuração da versão anterior é de mais de R$ 3 mil.
Em relação a versão topo de linha Limited 4X4 cabine dupla 3.0 a diesel, que tem preço
sugerido de R$ 96.730, a
redução chega a mais de R$ 8 mil reais.
Em comparação com a S10 que parte de R$ 46.927 na versão 2.4 flex 4X2 cabine
simples, a Ranger de entrada - disponível apenas para frotistas - também está
mais barata e passa a ser a picape média mais em conta do mercado.
Outra estratégia
da fabricante foi dar um “tapa” no visual que deixou a Ranger mais agressiva.
As alterações se concentram na dianteira com novos desenhos do capô e faróis,
para-choque em aço e barras da grade frontal cromadas nas versões topo de
linha. Na traseira, as lanternas ficaram maiores, mas de longe é difícil notar
a mudança.
Por dentro, as novidades são os novos grafismos do painel de instrumentos e
todas as peças pintadas na cor preta que dão mais sofisticação ao interior. A
partir do modelo XLS 4X2 cabine dupla a gasolina, com preço sugerido de R$ 60.960, a nova Ranger
traz de fábrica ar-condicionado, espelho retrovisor elétrico pintado na cor do
veículo, volante com ajuste de altura, acabamento do assoalho em carpete e
alguns novos itens: vidros elétricos dianteiros e traseiros com acionamento um
toque e sistema antiesmagamento, travamento automático das portas a 20 km/h e abertura e
fechamento das portas e vidros por controle remoto.
O
G1 andou na versão topo de linha por estradas e trechos de terra. Os motores 2.3 l a gasolina e 3.0 l a diesel, a suspensão e
a transmissão manual de 5 velocidades continuam os mesmos.
O
fôlego do motor a diesel de 163 cv é sentido logo na primeira arrancada. O
câmbio, como no modelo anterior, continua com engates longos e pouco suaves.
Mesmo assim é muito confortável dirigir a Ranger já que a relação torque e
potência ajuda nas ultrapassagens e o nível de ruído na cabine é baixo, fora a
boa posição de dirigir. A sensação agradável ao volante é reforçada pela
suspensão bem equilibrada.
Na
terra, a Ranger também vai muito bem. O ângulo de ataque foi aumentado
em quatro graus – mudança que pode não fazer tanta diferença na prática
off-road, mas dá ao motorista a sensação da picape estar mais preparada para
encarar a trilha. O modelo vem equipado com pneus de uso misto, 50% para o
asfalto e 50% para a terra.
Ao todo são oferecidas 18 configurações diferentes, mas a Sport é uma das
versões que sai de linha, pelo menos por enquanto. Segundo a Ford, a nova
Ranger Sport também está passando por uma reestilização e deve dar as caras por
aqui logo. Mas a nova linha traz dois novos modelos na cabine dupla: o de
entrada XL 4x4 a diesel por R$ 81.740 e o topo de linha Limited 4x2 a gasolina
por R$ 77.480. Outra novidade é a garantia total de fábrica que passa a ser de
três anos, como a da japonesa Hilux.
Ficha técnica da Ford Ranger 2010
Cabine:
simples ou dupla Motor: 2.3 (150
cv) e 3.0 (163 cv)