A
líder do mercado chinês Chery vai invadir o Brasil com cinco modelos até o
final do ano.
O
primeiro é o SUV Tiggo, lançado nesta quinta-feira (20) por R$ 49,9 mil. O
segundo, o monovolume compacto QQ, tem a ousada intenção de atrair os
consumidores do Fiat Mille com preços a partir de R$ 22,9 mil. O terceiro será
o monovolume Face, que custará R$ 29,9 mil. Os dois últimos serão um sedã
e um hatch de uma mesma família – que os consumidores irão escolher o nome
– com preços a partir de R$ 42,9 mil.
Com
essa estratégia de preço, a montadora estatal chinesa pretende conquistar o
mercado brasileiro para, assim, finalmente instalar uma fábrica no país.
Produzido
no Uruguai, o jipinho quer ameaçar o reinado do EcoSport da Ford. O Tiggo é
equipado com motor 2.0 de 125 cv a gasolina e câmbio manual de cinco
velocidades. Entre os equipamento de série estão ar-condicionado, direção
hidráulica, airbag para motorista e passageiro, freios ABS com EBD e rádio MP3
player.
Por
enquanto, os produtos são exportados da China para o Uruguai em sistema de CKD
(desmontados), onde são montados. Depois são distribuídos entre Brasil e
Argentina.
A
expectativa da Chery é vender 4,5 mil unidades até o fim deste ano, sendo que
2,5 mil unidades devem ser do Tiggo. Para 2010, a projeção é vender
10 mil unidades. Assim, a Chery contará com 30 concessionárias em 14 estados e
oferecerá a garantia de três anos de seus modelos.
A
empresa também planeja trazer motorização flex para os próximos modelos e
conta, para isso, com um fornecedor no Brasil, que exporta tecnologia para a
China.
Em relação à qualidade do produto chinês, uma grande preocupação do consumidor
brasileiro, o CEO da empresa no Brasil, Luis Curi, afirma que a Cherry
estabelece rigorosos padrões e alta tecnologia e acabamento do produto.
“Falamos de uma nova China. É uma China que manda o homem para o espaço”,
afirma o executivo sobre o avanço da China como potência tecnológica.