MEC proíbe vestibular e corta vagas em cursos superiores de má qualidade
Agencia Brasil
Cursos e instituições que obtiveram resultados
insatisfatórios em avaliações do Ministério da Educação (MEC) sofrerão uma
série de medidas cautelares que vão desde a suspensão do vestibular até o corte
de vagas em alguns cursos. O anúncio foi feito hoje (3) pela secretária de
Ensino Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, e será publicado amanhã (4)
no Diário Oficial da União.
A qualidade das graduações é avaliada primeiramente pelo Conceito Preliminar de
Curso (CPC), que vai de 1 a
5. Os cursos que obtêm nota 1 ou 2, consideradas insatisfatórias, recebem
visita de comissões do MEC.
Se a segunda avaliação, feita pelas comissões, confirmar
um Conceito de Curso (CC) baixo, são aplicadas as medidas cautelares. A punição
mais rigorosa irá para os cinco cursos que obtiveram CC 1 após as visitas. Eles
serão impedidos de realizar vestibular ou admitir novos estudantes por qualquer
forma de ingresso (veja tabela abaixo).
Já os cerca de 80 cursos que obtiveram CC 2 terão que reduzir em 30% as vagas
oferecidas anualmente. No total, serão cortadas 2,5 mil vagas. A lista de todos
os cursos que estão nessa situação estará disponível amanhã no site do MEC.
De acordo com Maria Paula, nos cursos com CC 1 ou 2, não há dúvidas de que a
instituição “têm problemas e precisa das medidas cautelares”. “Elas [medidas] evitam
que se proliferem os efeitos das más práticas que algumas instituições tinham”,
afirma.
Após a publicação dessas decisões, as instituições terão que apresentar um
plano para melhorar a qualidade do ensino ofertado nos cursos. Elas terão dez
meses para sanar as deficiências e, em agosto, receberão uma nova visita da
comissão nomeada pelo ministério. Se não forem comprovadas melhorias, abre-se
um processo para cassar a autorização de funcionamento dos cursos.
Além das medidas tomadas com base na avaliação dos cursos, o MEC também vai
arquivar 336 pedidos de abertura de novos cursos em instituições que
registraram resultado insatisfatório no Índice Geral de Cursos (IGC) de 2008,
divulgado na segunda-feira (31), que mede a qualidade de universidades e
faculdades. Cerca de 260 instituições tiveram IGC 1 e 2 e serão enquadradas
nessa medida.
Por outro lado, aquelas instituições que foram bem avaliadas (IGC 4 ou 5) e
tinham algum pedido de abertura de novos cursos em tramitação no MEC terão
autorização automática, sem necessidade de visitas. São oito cursos nessa
situação. “É uma medida que premia quem oferece um ensino de qualidade e também
agiliza os processos de autorização”, explicou Maria Paula.
CLEIDOMAR FURTADO
advogado |
04/09/2009 10h07
ALCINÓPOLIS |
cleidomar-advogado@uol.com.br
Que bom! O MEC precisava tomar medidas no sentido de proibir os absurdos que vem sendo praticados com a abertura de cursos superiores sem qualquer critério. Com o único objetivo de o dono da faculdade ganhar dinheiro. Sem compromisso com a qualidade. É hora de tentar melhorar.