O pescador Moacir da Silva Lima, conhecido como Dida, fisgou uma arraia de aproximadamente 20 quilos no rio Taquari, em Coxim. Conforme Dida, o peixe foi pescado próximo à região conhecida como cabo de aço, no final da tarde do último dia 09.
Dida, que reside na chácara Barra da Figueira, disse que a princípio pensou que era um pintado, pois muitos peixes dessa espécie têm sido capturados ultimamente das águas do Taquari.
Ivaldir Adão Albrecht Júnior informou que Dida estava junto com ele pescando jeripoca. Ambos usavam carretilha de linha 0,50 e lambari de isca, “foi assim que o Dida fisgou a arraia”, confirmou Júnior.
Para o turismólogo Ariel Albrecht, o fato chama atenção, pois dificilmente arraias são capturadas rio acima, principalmente desse tamanho.
Existe apenas uma família de arraias que habitam em água doce, principalmente em rios da América Central e América do Sul. Trata-se da potamotrygonidae, que tem um espinho venenoso na cauda.
POTAMOTRYGONIDAE - A família corresponde ao grupo de arraias pertencentes exclusivamente aos ambientes dulcícolas. As potamotrygonidae estão divididas em três gêneros: paratrygon, pleisiotrygon e potamotrygon.
Os potamotrigonideos, de forma geral, apresentam o corpo deprimido dorso-ventralmente, a boca está localizada na região ventral e os olhos, juntamente com os espiráculos, na região dorsal.
Apresentam ventralmente cinco pares de fendas branquiais. Possuem calda onde localizam-se os ferrões (região medial). As nadadeiras peitorais são bem desenvolvidas e estão fundidas com o corpo dando um aspecto discoidal.
A distinção sexual nos potamotrigonideos pode ser feita através da presença (machos) ou não (fêmeas) dos clásperes, localizados próximos das nadadeiras pélvicas.
***A reportagem acima foi sugerida ao Edição de Notícias pelo turismólogo Ariel Albrecht. Participe você também do “Internauta Repórter”. Mande um e-mail para edicao@edicaoms.com.br. Você pode sugerir a próxima reportagem.
Deveríamos tbm devolver as vacas, a braquiária, a soja, etc para seus locais de origem??? Quem sabe teríamos mais florestas e menos pastos e lavouras?! (Agora, se for só a arraia, aí eu não concordo...)
Ainda bem que a minoria pensa como vc, HISTORIADOR! Caso contrário morreríamos de fome.
RENATO
PESCADOR |
17/10/2009 18h34
COXIM |
O OBJETIVO FINAL DE UMA ARRAIA, ERA METER O FERRÃO EM ALGUNS ADMINISTRADORES DE NOSSA CIDADE.
Historiador
|
17/10/2009 13h49
|
Belo exemplar, mas poderiam usar o bom senso e devolve-lo ao rio... precisamos ter a consciencia de preservar a nossa natureza, pena q apenas a minoria pensa dessa forma.
Ariel
|
17/10/2009 13h30
Coxim |
Bom, cada um tem um objetivo diferente, mas acredito que, no fim das contas, todos têm um em comum: VIVER!
O pescador precisa fisgar o peixe!!! Felizmente ele é mais sábio do que a arraia...
Tudo que comemos temos que matar antes, desde uma manga até uma vaca.
No mais, eu não disse que não existem arraias rio acima, apenas disse que "dificilmente são capturadas".
Do mesmo modo que é difícil de se pegar um dourado numa lagoa, pois estes são mais comuns nas corredeiras e cachoeiras, as arraias não são comuns ali.
Esse papo de bioindicador, habitat, etc, etc tá muito científico pro meu gosto.
A coisa é mais simples do que parece, Seu Potamotrygonidae!!!
Portanto, não complique, e não distorça o discurso alheio, por favor!
Experimente viver na prática!!!
POTAMOTRYGONIDAE
|
17/10/2009 11h33
|
"Para o turismólogo Ariel Albrecht, o fato chama atenção, pois dificilmente arraias são capturadas rio acima, principalmente desse tamanho." ISTO NÃO É UM FATO ESTRANHO, E SIM UM BIOINDICADOR DE QUE SEU HABITAT ESTÁ SENDO DETERIORADO! SENDO ASSIM O ANIMAL POR INSTINTO PROCURA UMA REGIÃO QUE POSSA ENCONTRAR CONDIÇÕES NECESSÁRIAS A SUA SOBREVIVENCIA! É UMA PENA QUE ESTE ANIMAL NÃO TENHA ATINGIDO SEU OBJETIVO FINAL AO SER FISGADO POR UM PESCADOR!!