A
maioria dos chocotones de 16 marcas avaliadas pela Pro Teste (Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor) teve excesso de açúcar e gorduras.
"Em
comparação aos testes com panetone de frutas, feitos em 2008, os de gotas de
chocolate são nutricionalmente muito piores", diz Fernanda Ribeiro,
química da Pro Teste. Para ela, esse produto só deve ser consumido "em
último caso", "se o consumidor realmente não abre mão do
alimento".
Para
a avaliação, a entidade considerou os nutrientes de um lanche da tarde, que
deve conter 15% do total diário, em uma dieta de 2.000 kcal.
Com
relação a gorduras, os produtos considerados ruins tinham mais do que 9 g em uma fatia de 80 g. Em um lanche, é indicado
ingerir até 8,25 g.
Já
as marcas avaliadas como ruins nos teores de açúcar continham ao menos 10 g -o recomendado para um
lanche é, no máximo, 7,5 g.
O
chocotone Di Lucca continha gorduras do tipo trans. Apesar de não receberem
denominações "light" ou "diet", os panetones Santa Edwiges
e Di Lucca tinham adoçantes.
Outro lado
A
Pandurata Alimentos, proprietária da Bauducco, Visconti e Tommy, o Carrefour, a
Nestlé, a Arcor, proprietária da marca Triunfo, e a Bimbo, proprietária da
Pullman e Plus Vita, disseram que seus produtos estão conforme a legislação.
A
Panco não quis se pronunciar, por desconhecer os laudos. A Nestlé discordou dos
resultados. A Casa Suíça afirmou que pretende reduzir os níveis de gordura e
açúcar do produto.
O
Wal Mart, proprietário da Bom Preço, solicitou análise do mesmo lote e não viu
irregularidades. A Santa Edwiges, proprietária da Di Lucca, levantará
informações legais para adotar as medidas necessárias.