Diarreia faz 1,5 mil buscarem atendimento no Guarujá
AE/PCS
Guarujá,
município localizado na Baixada Santista, enfrenta um surto de diarreia. Da
segunda quinzena de dezembro até esta semana, segundo a prefeitura da cidade
paulista, ao menos 1,5 mil pessoas procuraram prontos-socorros com sintomas
como diarreia, vômito e fortes dores no corpo.
A
médica e diretora da Vigilância em Saúde da cidade, Lídia Maria de Araújo Lima,
afirma que as prováveis causas são a contaminação da água e a ingestão de
alimentos estragados, principalmente na orla da praia.
"Geralmente no verão há
um aumento de casos de diarreia por causa da circulação de vírus no ar e pelas
condições climáticas, que propiciam a proliferação de micro-organismos nos
alimentos", explica. "Se fosse a água do mar, o paciente apresentaria
outro tipo de sintoma."
Para o infectologista Caio
Rosenthal, do Hospital Emílio Ribas, de São Paulo, a água que abastece o
Guarujá pode estar contaminada com um agente causador da diarreia.
"Provavelmente, é a água que está irrigando um certo bairro ou comunidade
que está contaminada", afirma. De acordo com ele, um surto provocado por
alimentos atingiria uma população menor, de até 50 pessoas.
A Vigilância em Saúde
coletou água em dois locais na Praia de Pitangueiras. As amostras foram
enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, e o resultado deve sair neste mês.
Procurada, a Sabesp
informou, por meio de nota, que "não há nenhum problema com a qualidade da
água entregue no Guarujá". Segundo o texto, a água fornecida à população é
potável e atende os padrões do Ministério da Saúde. Apesar de os municípios
serem obrigados a notificar o ministério no caso de surto de diarreia, até
ontem o governo federal não havia sido comunicado pela prefeitura.