Terça-feira, 02 de Fevereiro de 2010         09h02        141
Mulher morre na capital depois de fazer cirurugia de redução de estômago
Midiamax/PCS

Alexandra Monteiro,35 anos, morreu ontem na Santa Casa de Campo Grande, depois de ser submetida a uma cirurgia de redução de estômago em uma clinica particular.

Segundo informações apuradas pelo site Midiamax, a cirurgia aconteceu ontem e horas depois Alexandra teria passado mal devido a uma complicação.

De acordo com a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metábolica), normalmente os pacientes que são submetidos à Cirurgia Bariátrica já passaram por vários tipos de dieta ou por outros meios que objetivam a perda de peso.

As cirurgias realizadas e que são reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e pelo Conselho Federal de Medicina são as seguinte:

Cirurgias restritivas –têm o objetivo de restringir o volume de alimento ingerido. A mais realizada constitui-se na colocação de um anel ajustável de material altamente especializado na transição esôfago-gástrica. Cirurgias restritivas com desvio do trânsito intestinal – são as mais realizadas.

Transformam uma porção do estômago em um pequeno reservatório de +/- 30 ml, diminuindo bastante a quantidade de alimento ingerido, e também promovem uma disabsorção de uma fração dos alimentos através de um desvio no trânsito do intestino delgado.

Derivações bílio-pancreáticas – são procedimentos com indicações mais selecionadas que levam a um processo de maior disaborção alimentar e não interferem na quantidade de alimento ingerido.

Essas cirurgias possuem riscos. Conforme a SBCBM, embora mínimos, existem índices de morbidade e mortalidade cirúrgicos. A mortalidade e a mortalidade desse procedimento varia com a condição clínica pré-operatória do obeso e seu grau de obesidade.

As complicações mais comuns no período pós-operatório são as pulmonares (pequenos colabamentos no pulmão–atelectasias e pneumonias), trombose venosa profunda e embolia pulmonar (coágulos que se forma dentro do sistema venoso), infecção da ferida operatória, vazamento do conteúdo gastrointestinal através da abertura das suturas (costuras) realizadas, sangramento digestivo pelo reto, e cálculos na vesícula biliar a longo prazo.

De modo geral, a mortalidade encontra-se em níveis inferiores a 3%. (Com informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica)

 

 

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