O Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, pode ter criado
resistência ao veneno usado para matar o inseto, informou a coordenadora
de Vigilância Sanitária de Campo Grande da Sesau (Secretaria Municipal de
Saúde), Ana Lúcia Lyrio.
Problema idêntico foi detectado em setembro do ano passado
com o larvicida (usado para exterminar as larvas do inseto), que precisou
ser trocado pois havia se tornado inócuo.
Esse seria um dos motivos que justificariam o aumento de 3.746% no
número de notificações da doença em janeiro deste ano se comparado com o mesmo
período do ano passado. No primeiro mês deste ano foram notificados 5.583
casos, contra 149 em janeiro de 2009.
Ana Lúcia disse que o Ministério da Saúde, que controla e envia os
inseticidas, mandou outro lote de veneno que está sendo testado no combate ao
mosquito.
O número de notificações da doença não chega a ser bombástico como
o de janeiro de 2007, quando mais de 40 mil pessoas manifestaram sintomas de
dengue. Mas preocupa sobremaneira se comparado ao apurado em 2009. Somente no
primeiro mês desse ano foram 5.583 notificações, enquanto que no ano passado
inteiro o total de notificações foi de 5.179.
Os dados mostram que a Capital enfrenta uma epidemia de dengue,
fato que faz lotar diariamente os postos de saúde.
Outro dado relevante: de acordo com informações da Sesau, o número
de casos de suspeita de dengue hemorrágica quadruplicou: foram 8 casos,
enquanto que o ano passado foram dois.
A coordenadora da Vigilância Sanitária disse também que as fortes
chuvas que caíram sobre a cidade em janeiro é um dos fatores que favorecem a
infestação do mosquito.
De acordo com números da Sesau, ainda não foi confirmado nenhum
óbito, porém há a suspeita de que Leonardo Brito, 22, que morreu no dia 15 de
janeiro, tenha morrido com suspeita de dengue hemorrágica, como afirma a
viúva do rapaz, Laís Lucrécia Bordado, 26 anos.
Laís disse ao site Midiamaxque espera o laudo da necropsia
para acionar a Justiça. A família prepara uma denúncia contra médicos do posto
da Vila Almeida. Segundo ela, o seu marido buscou atendimento três vezes o
posto de saúde, mas não foi hospitalizado. Por causa disso os familiares de
Leonardo acusam os médicos de negligência.
2 Comentários
ANDREZÃO
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03/02/2010 12h17
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PARA MORENA: O FIA BEBE ELE ENTÃO....MANEZONA
morena
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03/02/2010 09h23
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também esse veneno que usam,parece mais uma água,pelos aqui em coxim é assim!!!!!