Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2010         07h44        182
Toyota recebe queixas sobre freios de seu modelo híbrido
Folha/PCS
A montadora japonesa Toyota anunciou nesta quarta-feira ter recebido várias queixas, no Japão e Estados Unidos, a respeito dos freios da última versão de seu modelo Prius, o híbrido mais vendido no mundo e principal produto da empresa, e que não estava nas listas de modelos convocados na Europa e nos EUA para o recall.

"Recebemos queixas pelos freios do novo modelo do Prius por parte das concessionárias no Japão e América do Norte", declarou à agência de notícias France Presse a porta-voz da Toyota, Mieko Iwasaki. Ela não quis revelar mais detalhes, apenas que a Toyota investiga o tema e decidirá as medidas a adotar após compreender o que provocou o problema.

Cerca de 8,1 milhões de veículos e caminhões da Toyota fazem parte do recall em todo o mundo, mais do que as vendas totais do grupo no ano passado. São 2,3 milhões de unidades apenas nos EUA; na Europa, outro 1,8 milhão de unidades faz parte do recall. Os modelos participantes do recall da Toyota na Europa são: Aygo, iQ, Yaris, Auris, Corolla, Verso, Avensis e RAV4. Nos EUA os modelos são: Avalon, Camry, Corolla, Highlander, Matrix, RAV4, Sequoia e Tundra.

O Ministério dos Transportes do Japão informou ter recebido 14 denúncias sobre os freios do último modelo Prius. A última versão do Prius, um modelo lançado em 1997, foi apresentada em maio no Japão e foi o carro mais vendido no país em 2009. O ministério também abriu uma investigação.

Ontem o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Ray LaHood, criticou fortemente a reação lenta da montadora quando foram denunciados os problemas nos aceleradores de seus automóveis. "Desde que se levantou os potenciais problemas de segurança [nos veículos da montadora], pressionamos a Toyota para tomar medidas para proteger os consumidores", disse LaHood.

O governo americano considera multar a Toyota devido ao megarecall, informou à France Presse um funcionário do governo que pediu anonimato. A sanção, que não tem uma amplitude definida, seria decidida pelo NHTSA órgão do governo ligado ao Departamento de Transportes que tem como missão zelar pela segurança no trânsito e reduzir os índices de acidentes com veículos.

 

 

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