Quarta-feira, 03 de Fevereiro de 2010         08h58        68
Pesquisadores descobrem enzima que faz emagrecer
Folha/PCS

Um grupo de pesquisadores descobriu que a reação de um composto químico com uma enzima presente no corpo dos ratos faz com que o organismo imediatamente comece a consumir mais gorduras, segundo artigo publicado hoje pela revista "Cell Metabolism".

A enzima é denominada Fyn e controla, indiretamente, a atividade que os pesquisadores descrevem como "o comutador mestre de energia".

"Quando há um desequilíbrio entre o que comemos e o que gastamos" o resultado é o excesso de peso e a obesidade, disse Claire Bastie, da Faculdade Albert Einstein de Medicina e Neurociências de Nova York. "E o problema da obesidade não desaparecerá por si só. Este é um mecanismo para ajudar o corpo a queimar energia adicional", acrescentou.

A equipe de Bastie já tinha demonstrado que os ratos que necessitam totalmente da enzima Fyn queimam mais ácidos graxos e gastam mais energia portanto, ficam mais magros. Esses roedores também apresentaram outros benefícios metabólicos, inclusive uma maior sensibilidade à insulina.

Estas constatações foram resultado dos níveis mais altos do ativador principal de energia AMPK nos tecidos adiposo e muscular.

As conclusões indicavam que a enzima podia oferecer uma oportunidade para um novo tipo de remédio destinado à perda de peso.

Agora os pesquisadores conseguiram um argumento adicional para a ideia de que a inibição química da enzima Fyn com um composto experimental conhecido como SU6656 tem de fato consideráveis benefícios metabólicos para os ratos.

Em última instância, os animais parecem se tornar mais aptos fisicamente, pois perdem gordura e se mantêm magros.

Em seu artigo, os pesquisadores dão detalhes de como exatamente trabalha a enzima Fyn: ela atua sobre outro componente do mecanismo da energia, o qual conduz a mudanças nos níveis de AMPK.

Bastie disse que o composto SU6656 não é o candidato ideal para os testes clínicos com humanos porque tanto a enzima Fyn como o AMPK têm efeitos sobre o cérebro, além da gordura e do músculo.

Os cientistas deverão encontrar, agora, um composto que afete somente os atores moleculares desejados.

 

 

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