Sábado, 06 de Fevereiro de 2010         07h55        316
Volks aposta em tecnologia para Amarok vingar entre picapes médias
UOL/PCS
Divulgação
 Volks aposta em tecnologia para Amarok vingar entre picapes médias
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Rodeada de grande expectativa, a Volkswagen lançou oficialmente nesta sexta-feira (5), em Bariloche, na Argentina, a sua nova (nova mesmo), picape, a Amarok. O veículo vai brigar por espaço no Brasil e em outros países da América Latina no disputado segmento das picapes médias, onde até agora a marca não tinha representante (entre as pequenas, tem a Saveiro).

 

No Brasil, a Amarok vai enfrentar veteranas consagradas, como Chevrolet S10, a mais vendida; Toyota Hilux, a mais moderna; Ford Ranger, reestilizada no ano passado; Mitsubishi L200 Triton; e Nissan Frontier. Como a Ranger e a Hilux, a Amarok também será produzida na Argentina, mas os preços só serão divulgados quando a picape chegar às revendas, em meados de abril. No total, o segmento das picapes média emplaca anualmente 110 mil unidades no Brasil.

Inicialmente, a Amarok (o nome tem origem esquimó e significa "lobo") só estará disponível na versão única top de linha Highline Cabine Dupla, e tem como meta enfrentar diretamente a Hilux, cujo preço atual, segundo a Tabela Fipe, é de R$ 114 mil na versão equivalente CD 3.0 4x4 de 163 cv, movida a diesel. O modelo da VW, de concepção mais moderna, tem motor TDI (turbodiesel) 2.0 de última geração, produzido na Alemanha, que gera 163 cavalos de potência, com injeção commonrail e dois turbocompressores sequenciais, liberando toque de 40 kgfm a apenas 1.750 rpm.

O câmbio é manual de seis marchas, produzido pela ZF no Brasil, e a tração é 4x2 traseira, com opção de tração 4x4 e de reduzida, acionáveis eletronicamente por meio de um botão no console central. Segundo a VW, com esse propulsor e câmbio a Amarok é capaz de percorrer 12,8 km com cada litro de diesel, o que proporciona autonomia de cerca de 1.000 km (o tanque de combustível tem capacidade para 80 litros).

Bem-acabada e dotada de itens de conforto e de tecnologia presentes em automóveis de gamas superiores, a Amarok tem nítida vocação para o lazer, mas sua caçamba, medindo 1,55 metro de comprimento, 1,62 metro de largura e oferecendo 2,52 m² de área útil, tem capacidade de carga declarada de até 1.047 kg.

A VW não confirma a data com exatidão, mas uma outra motorização da Amarok, com quatro cilindros e apenas um turbocompressor de geometria variável, gerando 122 cv de potência e torque de 34 kgfm a 2.000 rpm, deverá chegar ao mercado até o final deste ano, além de duas versões mais simples e baratas (Trendline e Comfortline). Por sua vez, uma versão mais sofisticada do que a Highline, com tração 4x4 permanente e motor ainda mais forte, está nos planos da montadora, mas sem previsão de lançamento.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
A VW não esconde o otimismo que está depositando nos futuros resultados de vendas da nova picape Amarok. Para apresentar o modelo a jornalistas do Brasil e outros países da América do Sul, a montadora preparou um test-drive de verdade, que permitiu avaliar o veículo num percurso de cerca de 170 km, o qual incluiu estradas asfaltadas e sinuosas, longos caminhos de terra e um trecho preparado artesanalmente para colocar à prova todos os recursos off-road que o modelo oferece.

O design externo foi o primeiro item da Amarok a receber elogios. Bonita e imponente, ela chama a atenção pela frente com faróis horizontais integrados com a grade, num visual mais para automóvel do que para utilitário. A linha de cintura alta e a suave inclinação do para-brisa dianteiro reforçam o aspecto moderno -- que, ao primeiro olhar, remete à lembrança das atuais Hilux, a rival a ser batida.

A boa impressão permanece no interior do veículo. O acabamento é muito bom e as portas, tanto as dianteiras quanto as traseiras, oferecem amplos ângulos de abertura, permitindo acesso fácil mesmo para motorista e passageiros de maior estatura. O volante tem diâmetro menor do que comumente se encontra em utilitários, uma excelente empunhadura, e oferece regulagens de distância e altura. O painel tem boa ergonomia nos comandos e recursos de modernidade, como computador de bordo e interconectividade.

Os bancos também merecem destaque. Os dianteiros, com regulagem milimétrica, são envolventes, firmes e confortáveis, enquanto o traseiro, ao contrário da maioria das picapes, tem ângulo suave entre o assento e o encosto, além de generoso espaço para as pernas e a cabeça de passageiros de quaisquer estaturas.

A Amarok é dotada de freios a disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras (até aí, nenhuma novidade, muito pelo contrário), mas com um sistema antitravamento (ABS) que permite escolher dois modos de utilização: on e off-road. O sistema permite leituras diferentes de acordo com o tipo de piso, otimizando sensivelmente a segurança em frenagens em situação de pouca aderência.

A Amarok também possui sistema eletrônico de controle de estabilidade (ESP), que corrige automaticamente derrapagens indesejáveis, bastante comuns sobre pisos de terra; bloqueio eletrônico do diferencial traseiro (EDL), que evita que as rodas girem em falso quando um dos eixos não oferece aderência total; assistente eletrônico de descidas (HDA), que em conjunto com o sistema ABS controla a aderência das quatro rodas em descidas íngremes em velocidades de até 30 km/h; e assistente eletrônico de saída em inclinações acentuadas (HHA), que impede o veículo de recuar durante três segundos, mesmo sem manter o pé no freio.

Essa "sopa de letrinhas" parece complicada, mas na prática facilita a condução da picape em situações adversas, aumentando a segurança e garantindo o prazer de superar obstáculos com mais facilidade. Mas na verdade a VW Amarok se mostrou agradável de conduzir em qualquer situação, em pisos bons ou ruins, em baixas ou altas velocidades. O câmbio de seis marchas é bem escalonado e permite guiar de maneira econômica ou mais esportiva.

As suspensões, embora tradicionais, com eixo rígido e molas elípticas na traseira e independente na dianteira, são macias sem serem moles, e firmes sem serem duras, proporcionando estabilidade e conforto na rodagem no asfalto e na terra, com baixíssimo nível de ruído interno -- que, aliás, é outro ponto forte do motor.

 

 

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