Familiares recebem nesta amanhã os cumprimentos de fãs e
amigos de José Pompeu, de 84 anos, o Délio, da dupla Délio e Delinha, que
morreu na tarde de ontem no Hospital do Câncer, em Campo Grande.
A ex-mulher e parceira de Paulo, Delinha esteve no velório ontem à noite e deve
acompanhar o sepultamento hoje à tarde.
O corpo do cantor é velado desde a noite de segunda-feira na Câmara dos
Vereadores e será sepultado às 16h, no cemitério Jardim da Paz, na saída para
Sidrolândia.
Filhos do cantor e familiares recebem carinho de amigos e fãs que também se
despedem do cantor que lutava contra um câncer há quatro anos.
Aparecida Soares do Nascimento, de 59 anos, foi dar último adeus ao autor de
canções que marcaram a vida dela. “Ouvia ele e a Delinha cantar desde os meus
oito anos”, lembra saudosa.
Para o único filho da dupla, João Paulo Pompeu, de 40 anos, Mato Grosso do Sul
perde um dos poucos cantores que conseguiram imortalizar suas composições, como
“O Sol e a Lua”, canção lançada em 1978.
Na opinião do filho, além das composições românticas, o carisma foi uma das
marcas do cantor. “Ele era muito grato ao público e fazia questão de
cumprimentar a todos e a agradecer a presença nos shows”.
Visivelmente triste, a atual esposa, Olanda Roque, de 54 anos, acompanha o
velório ao lado do companheiro com quem foi casada por 32 anos. “É muito
difícil, mas a gente se consola ao saber que ele descansa de um sofrimento”.
Com tantos anos de convivência, Olanda lembra com saudade momentos ao lado do
marido. “Vivi muitas emoções, mas também sofri o vendo lutar contra a doença”.
Olanda conta que conheceu Délio nos 70 em um show que ele fazia sozinho em um
circo da cidade. Segundo ela foi paixão a primeira vista. “Adorava o ouvir
cantar “O Diário Amargurado” essa canção é o retrato do Délio.