No Carnaval, adolescentes caem no samba e no álcool
CGNews/PCS
Ponto do maior Carnaval de rua de Campo Grande, a avenida
Fernando Côrrea da Costa, retrata uma situação que preocupa pais e
profissionais de saúde: o consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes.
Durante a festa,que na madrugada de hoje deve chegar a 20 mil foliões, muitos
adolescentes são vistos consumindo álcool.
Os garotos se recusam a falar, mas ajudante do pai em uma barraca que
comercializa bebidas, um rapaz de 16 anos conta que entre a turma dos mais
jovens os campeões de venda são o copão de cerveja, vendido a R$ 4, e o drink
capeta (que inclui bebidas como vodka, conhaque e uísque, além de pó de guaraná
e leite condensado), que varia de R$ 7 (copo de 500 ml) a R$ 10 (750 ml).
“Já o pessoal das gangues gosta de comprar refrigerantes de dois litros e
misturar com 500 ml de cachaça”, relata.
Como todos sabem que o consumo de bebida alcoólica é proibido para menores de
18 anos, os adolescentes contam com o auxílio de pessoas mais velhas, que
compra as bebidas para repassar à garotada.
“É difícil controlar. Só se os pais viessem juntos, mas quem quer trazer o
pai?”, salienta Rosalina Oliveira da Silva, de 50 anos.
Já a médica Gislayne Poletto, responsável pelo setor de urgências e emergências
em Campo Grande,
alerta que o álcool pode afetar o desenvolvimento físico e cerebral dos
adolescentes.
“Eles ainda estão em fase de formação”. De acordo com ela, é cada vez mais
comum, nas unidades de saúde 24h, o atendimento a adolescentes em razão da
ingestão de álcool e uso de outras drogas.