Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010         11h41        78
Fila da morte: Renais morrem à espera de transplante em Dourados
Dourados Agora/PCS

Sem transplantes há quase um ano, renais crônicos começam a morrer na fila de espera. Em Dourados, quatro pessoas morreram nos últimos meses.

 

Outros dois estão em estado gravíssimo no Hospital Evangélico. Fato que chama a atenção, é que todos tinham doador vivo. Enquanto o sistema está parado, os órgãos captados no Estado estão sendo encaminhados para fora.


De acordo com a Central de Transplantes, pelo menos 10 rins, quatro fígados e duas pâncreas foram encaminhados para a Central Nacional, nos últimos meses. A paralisação já dura a quase um ano.


Segundo o presidente da Associação dos Doentes Renais Crônicos e Transplantados de Dourados (Renasul), José Feliciano de Paiva,  a situação é desesperadora. Ele diz que os renais internados no HE estão entra a vida e a morte.

“Nos dois casos há dificuldades para se realizar a  fístola renal (espécie de cirurgia para ligar artéria a uma veia), já realizada várias vezes. Diante da demora do transplante, o corpo vai ficando debilitado e infelizmente já é impossível a realização do procedimento. Só por um milagre”, ressalta.

Para ele, enquanto o sistema de transplantes não voltar, somente a morte fará a fila andar. De 30 pacientes em 2009, com doador vivo, Dourados passou a ter 26 este ano, somando-se as quatro mortes. es. Os dois em estado grave 30 pacientes em 2009 com doador vivo, Dourados passou a ter 26 este ano.

Em MS, de 400 pacientes, o estado passou a contar com 330 este ano. De acordo com Feliciano, o número de mortes pode aumentar, caso o sistema não volte com urgência.

Segundo ele, além da falta de transplantes, a medicação ainda é escassa nos postos de saúde. “Não é sempre que se acha os remédios. Com isso, a Renasul, em 75 dias, gastou quase R$ 1 mil para atender quem precisava”, exemplifica.

Enquanto há impasse, os órgãos captados no Estado vão para fora. De acordo com o presidente da Associação Médica de Dourados, Antônio Bittencourt, a cada uma morte encefálica, pelo menos nove pessoas podem ter a vida salva, mediante doação de órgãos. São dois pulmões, um fígado, pâncreas, dois rins, duas córneas e um coração, que podem tirar o paciente da fila de espera.

SANTA CASA

Procurado pelo O PROGRESSO e o site Douradosagora, o coordenador da comissão de transplantes da Santa Casa de Campo Grande, André Paulo Oliveira disse que o hospital está iniciando a partir deste mês o serviço de transplantes para quem já tem doador.


Cumprindo agenda em Dourados no último dia 12, o governador André Puccinelli disse que o Estado não tinha autorização para realizar os procedimentos, porém não deu maiores detalhes. Ninguém da Santa Casa e da assessoria do governo soube explicar o que seria este impedimento.

 

 

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Edição de Notícias. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Edição de Notícias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Nome Profissão
E-Mail Localidade
Comentário

 
 
 
   voltar  imprimir  indicar para amigo
 
 
 
 
 
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
 
 
 
  Acidentes   Artigo   Brasil   Brasil 2014   Cidades   Ciência e Saúde
  Cultura   Economia   Educação   Eleições 2012   Emprego e Concursos   Enquete
  Esportes   Feriadão   Geral   Internauta Repórter   Mundo   Olimpíadas 2012
  Polícia   Política   Tecnologia   Turismo   Veículos

2007-2012 edicaoms.com.br Todos os direitos reservados. Política de privacidade. 34  

contato