Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010         14h05        116
Escolas de inglês e informática enganam alunos com falsas promessas
G1/PCS
Reprodução/TV Globo
 Escolas de inglês e informática enganam alunos com falsas promessas
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Eles abordam pedestres na rua e oferecem uma bolsa de estudos.

- “Você daria o melhor de você pela oportunidade?”.
- “Sim”.
- “É uma bolsa de estudo, seria um investimento”.

Durante a conversa, eles fazem a pessoa acreditar que tirou a sorte grande!

“Só pelo fato da gente selecionar vocês aqui na rua, vocês têm um desconto de 50, 70% do curso”.

Os descontos altos nos cursos de inglês e informática, principalmente, atraem pessoas de média e baixa renda.

Kely está desempregada, mas foi convencida e levada até um dos vários cursos.

“A gente tem que se profissionalizar em alguma coisa”, diz Kely Pereira Teodoro, desempregada.

Quando a pessoa abordada se interessa pelo curso, é fundamental que ela fique atenta, não só às formas de pagamento, mas também ao contrato e, o mais importante, segundo especialistas, às multas rescisórias.

Uma jovem recebeu uma oferta de bolsa pelo telefone. Ela foi até a escola e assinou o contrato para fazer um curso de informática por cento e cinquenta reais por mês.

“Depois de uma hora de prova, mas outra hora de entrevista que eles fazem com a gente, na hora que você vai ler o contrato, você nem presta mais atenção”, diz.

No dia seguinte à assinatura do contrato, desconfiada, nossa entrevistada quis cancelar tudo.

“Mesmo assim eles não aceitaram. Pelo contrário. Eles não iam me devolver o dinheiro do valor que eu tinha pagado e ainda queriam que eu pagasse o valor de três mil reais que era o valor dos livros e 15% do valor do contrato”, conta.

Nosso produtor visitou a escola com uma micro câmera.

- “E o material já tá incluso?”.
- “Você não pago o material, isso”.

Em outro curso, a mesma história.

“O material, você faz a sua inscrição, sua matrícula hoje, você já retira seu material e já marca suas aulas”.
- “E se eu cancelar tem problema?”
- “É 25% do curso”.

O comprador poderá rescindir a contratação somente do curso. A multa é de 15% das prestações. Só que o discurso é diferente da prática. Os contratos em geral não prevêem cancelamento do material didático.

“O consumidor vai continuar pagando pela material se ele desistir do curso. O certo seria que a escola vendesse o material de forma escalonada, se o curso é semestral, que venda o material daquele semestre, se o curso é mensal, para aquele mês e assim sucessivamente”, orienta Alessandro Gianeli, advogado - Idec

A nossa entrevistada entrou na justiça e ganhou. Não pagou o que a escola exigia e o nome dela ficou limpo no SPC.

Os casos de insatisfação são tantos que existem até comunidades na internet reunindo quem já foi enganado.

 

 

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