MS é o estado com maior incidência de dengue no Brasil
CGNews/PCS
O
estado de Mato Grosso do Sul ocupa o topo da lista com a maior concentração de
incidência de casos de dengue nas seis primeiras semanas deste ano, de acordo
com balanço parcial do Ministério da Saúde, divulgado ontem.
Enquanto no ano passado foram confirmados 518 casos, neste ano o número subiu
para 21.050. Em relação à incidência, em 2009 foram 22,2 casos para cada 100
mil habitantes; já em 2010 são 891,7 casos para cada 100 mil habitantes.
Outro quatro estados brasileiros apresentam alta incidência de casos da doença:
Rondônia, Acre, Mato Grosso e Goiás. Todos estes, mais Mato Grosso do Sul,
registraram índices que vão de 423,2
a 891,7 casos por 100 mil habitantes.
O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (até
100 casos por 100 mil habitantes), média (de 101 a 300 casos) e alta
(acima de 300). Portanto, o estágio da doença em Mato Grosso do Sul
pode ser considerado alarmante.
Em números absolutos, esses cinco estados registraram 77.117 notificações da
doença, o equivalente a 71% dos 108.640 registros em todo o país entre 1º de
janeiro e 13 de fevereiro.
Mais de um terço (34%) das notificações concentrou-se em cinco municípios:
Campo Grande (12.712 casos), Goiânia (12.316), Aparecida de Goiânia (3.280),
Rio Branco (5.056) e Porto Velho (3.412). No mesmo intervalo do ano passado,
foram 51.873 casos no Brasil.
Diminuição - Em contrapartida, o balanço parcial do Ministério da Saúde
mostra uma diminuição nas mortes por dengue no país.
Nas seis primeiras semanas deste ano, foram confirmadas 21 mortes, contra 31 no
mesmo período de 2009. O número de óbitos pode sofrer alterações, uma vez que
todas as mortes por suspeita de dengue são submetidas a investigação
laboratorial.
Minas Gerais registrou, nas primeiras seis semanas do ano, 15.626 casos de
dengue. Porém, a incidência no estado (78 casos por 100 mil habitantes) é
considerada baixa, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde.
São Paulo e Distrito Federal, por sua vez, também apresentaram aumento nas
notificações. Mas a quantidade de casos é pequena, quando comparada à população
de cada unidade federada.