Homens solteiros e com casamentos infelizes têm mais
chances de sofrer um AVC seguido de morte.
É o que sugere um estudo, apresentado no congresso internacional da American
Stroke Association, feito com pouco mais de 10 mil homens que foram avaliados
desde 1963 pelo estudo israelense Ischemic Heart Disease.
Depois de levar em conta outros fatores de risco de derrame, os homens
solteiros tinham 64% mais chances de sofrer um derrame fatal nas três décadas
seguintes, se comparados aos homens casados.
O risco de derrame fatal era semelhante naqueles que se diziam infelizes com o
casamento. Esse dado é comparado ao risco de AVC em homens diabéticos, segundo
os pesquisadores.
Um total de 8,4% dos homens que eram solteiros em 1963 (que nunca haviam se
casado ou que eram viúvos ou divorciado) morreram de AVC ao longo desses 34
anos, em comparação com 7,1% dos casados.
De acordo com os pesquisadores, o apoio da esposa pode melhorar a saúde do
homem. Aqueles com parceiras vão ao médico com mais frequência, tomam os
remédios recomendados e têm uma alimentação mais saudável.
A companheira também percebe sintomas diferentes mais rapidamente, buscando um
pronto atendimento. Todos estes fatores diminuem as chances de um derrame ser
fatal.
A análise estatística levou em conta a situação socioeconômica e fatores de
risco como obesidade, pressão sanguínea e tabagismo.
A pesquisa teve algumas limitações, como a escassez de dados sobre o casamento
dos homens (divórcio, por exemplo) e seus tratamentos médicos ao longo dos anos.