A
jornalista hondurenha Karol Cabrera, apresentadora de polêmicos programas de
rádio e televisão, ficou ferida nesta terça-feira e seu motorista morreu em um
atentado contra seu veículo.
O
porta-voz da Direção Especial de Investigação Criminal, Francisco Murillo,
confirmou o atentado. Ele não divulgou, contudo, o nome da motorista morto.
Segundo
informações preliminares, Karol se dirigia para sua residência em seu veículo,
quando foi interceptada por homens armados em uma motocicleta, na rua que liga
o bairro El Chile com a colônia Cerro Grande, oeste de Tegucigalpa.
Os
homens dispararam e ao menos uma das balas atingiu Cabrera em um dos braços,
segundo informações divulgadas pela imprensa local. Alguns veículos, no
entanto, afirmam que ela foi atingida três vezes.
A
jornalista foi internada em um hospital público da capital hondurenha, mas será
levada para um centro médico privado.
Uma
fonte do hospital estatal informou à agência de notícias Efe que a jornalista
"se encontra em situação estável" e que disse que não queria que a
imprensa cobrisse sua internação.
Cabrera,
que nos últimos sete meses trabalhou para o Canal 8, de propriedade do governo,
também apresenta um programa musical em outro canal local e um que trata de
assuntos polêmicos em uma rádio de Tegucigalpa.
Em
15 de dezembro do ano passado, uma filha da jornalista foi assassinada em um
atentado similar, na mesma rua, no caminho para a residência da família.
A
filha da apresentadora, Katehrine Nicolle, 16, estava grávida, mas o bebê
sobreviveu. Karol atribuiu o ataque à Frente de Resistência contra o Golpe,
estabelecida após o golpe de Estado de 28 de junho que derrubou o então
presidente Manuel Zelaya.
Ela
disse à época que mataram sua filha por serem contra suas posições críticas a
Zelaya, a quem dava apelidos pejorativos em seu programa.
Mesmo
após a morte da filha, Cabrera continuou desafiando os criminosos, dizendo que
sabia quem eles eram, mas eu não tinha medo.