MEC define na próxima semana se realiza Enem no primeiro semestre
Agencia Brasil/PCS
O Ministério da Educação (MEC) deve definir na próxima
segunda-feira (8) se promoverá a edição do Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem) planejada para o primeiro semestre deste ano. Desde que foi criado, em
1998, o Enem é realizado uma vez ao ano, sempre no segundo semestre, mas o
ministério tem planos de realizar a prova semestralmente.
Ao lançar a Olimpíada de Língua Portuguesa hoje (2), no
Rio de Janeiro, o ministro da Educação se demonstrou preocupado por considerar
que o prazo esteja exíguo para a realização do Enem ainda no primeiro semestre.
De
acordo Haddad, o início dos preparativos para o Enem dependia de um
posicionamento dos órgãos de controle e fiscalização, o Tribunal de Contas da
União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU), sobre a possibilidade de o
governo federal contratar uma empresa para organizar a prova sem necessidade de
fazer licitação.
O
pedido do ministério para contratar uma empresa organizadora sem licitação
surgiu depois do vazamento das provas do Enem, no ano passado. Haddad já
afirmou em entrevistas anteriores, há o receio de que empresa participantes do
processo licitatório cortem custos para vencer a licitação, o que poderia
comprometer a segurança do sigilo das provas.
Por
isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do
MEC responsável pela realização do Enem, solicitou ao TCU e à CGU para
viabilizar a possibilidade de contratar uma empresa mais confiável sem a
necessidade de uma licitação.
Haddad
disse que as negociações do Inep com o tribunal e a controladoria já se
encerraram e que, nos próximos dias, ele deve tratar do assunto com o
presidente do Inep, Joaquim José Soares Neto, para decidir se será possível
fazer o Enem neste primeiro semestre.
“O
professor Neto me assegurou que as conversas foram muito boas. O Inep fez uma
apresentação da complexidade da aplicação da prova e dos riscos inerentes de um
processo licitatório tradicional. Parece que ele sensibilizou os ministros com
quem conversou e também a CGU. Parece que há uma compreensão básica de que o
modelo precisa ser revisto em função do afastamento de riscos inerentes a um
processo dessa complexidade”, disse.