EUA investigam controlador suspeito de deixar criança no comando de voos
G1/PCS
A
Administração Federal de Aviação (FAA), autoridade aeronáutica dos Estados
Unidos, admite ter iniciado uma investigação de um controlador de voo, suspeito
de ter deixado uma criança coordenar o tráfego aéreo do aeroporto internacional
John F. Kennedy, em Nova
York, o mais movimentado do país em quantidade de
passageiros, durante aproximadamente uma hora.
“Durante o decorrer da investigação, o funcionário envolvido no incidente está
afastado do controle de voo. Esse comportamento é inaceitável e não demonstra o
nível de profissionalismo que se espera de todos os funcionários da FAA”,
afirmou a agência em um comunicado.
O incidente teria ocorrido em fevereiro, durante uma semana de feriado escolar
de Nova York.
A investigação tem ocorrido através de gravações de áudio, postadas em um site
de controladores de voo. A voz da criança pode ser percebida em cinco ocasiões
de decolagem. Em uma das conversas, ela é percebida dizendo: “Jet Blue 171,
autorização para decolar”. O piloto responde, rindo: “Decolagem em íncio, Jet
Blue 171. Você fez um ótimo trabalho”.
Em
seguida, percebe-se que a criança está sendo supervisionada, já que uma voz
adulta aparece em seguida rindo: “É isto o que acontece pessoal,
quando as crianças não vão para a escola”.
Em outra passagem, após outra decolagem, desta vez de um avião da Aeroméxico, a
criança diz: “Adios, amigo”. O piloto responde gentilmente.
A FAA afirma que a torre de controle é um local de alta segurança, destinada a
controladores de vôo, equipe de supervisores e funcionários do aeroporto, que
precisam de permissão para estar lá. Crianças são autorizadas para visitas, mas
precisam de autorização da FAA.
O sindicato de controladores de voo também condenou a atitude do funcionário.