OAB/MS decide só no domingo se cancela 2ª prova do exame
CGNews/SF
A OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do
Sul) deve decidir apenas no domingo (7) se cancelará ou manterá a
correção das provas da segunda fase do exame nacional, aplicado no
último domingo.
Por enquanto, de acordo com o presidente da OAB/MS, Leonardo Duarte, a
correção das provas da segunda fase do exame permanece suspensa, até
que a Polícia Federal, que investiga suspeita de fraude descoberta em
Osasco, apresente o resultado da operação. Se apurada a fraude, a
segunda fase do exame será cancelada em todo o país. “Não pode haver
dúvidas”, afirma.
“A OAB não tem receio e é a maior interessada. Por enquanto não há
prejuízo algum. Queremos preservar os candidatos que chegaram até a
segunda fase. Em casos como este, a postura é esta mesma: suspensão dos
procedimentos para verificação. Na dúvida, a cautela”, explicou
Alexandre Bastos, presidente da Comissão de Exame da Ordem.
O resultado das investigações será divulgado pela Polícia Federal no
próximo domingo, durante reunião no Conselho Federal da Ordem dos
Advogados do Brasil. Com o caso em mãos, a OAB decidirá se mantém a
correção das provas ou se cancela a segunda fase. A decisão se estende
a todas as seccionais, já que uma mesma prova é aplicada em todo o
Brasil pela mesma empresa, a Cesp/Unb (Centro de Seleção e Promoção de
Eventos da Universidade de Brasília).
“Existe uma empresa contratada por todas as seccionais para que todo o
processo seja o mais impessoal possível. Porém, sabemos que esta
tentativa de cola descoberta em Osasco é algo localizado, que não
coloca sob suspeita a realização do exame no Estado”, explica Leonardo
Duarte.
Em Mato Grosso do Sul 1528 candidatos se inscreveram para as provas da
primeira fase, sendo que 1491 estiveram presentes. Desse total, apenas
342 passaram para a segunda fase e realizaram a prova no domingo,
índice de aprovação de 23%. As provas foram realizadas em Campo Grande,
Dourados e Três Lagoas.
A cola – Fiscais da Cesp/Unb flagraram em Osasco um candidato
iria realizar a prova com um livro de consulta com anotações. O
candidato foi eliminado do processo.
A consulta em livros de legislação “seca” – sem comentários – é
permitida, mas sem qualquer tipo de anotação ou cola. Entre as
anotações estavam comentários sobre questões do Direito Penal que
seriam aplicadas na prova.