Para Secovi, culpar setor imobiliário afasta investidor
CGNews/PCS
O presidente do Secovi/MS (Sindicado da Habitação), Marcos
Augusto Netto, afirma que investidores estão acompanhando as discussões sobre
os estragos provocados pela enchente do último fim de semana em Campo Grande e que a
responsabilização do avanço das obras pode fazer com que grupos desistam de
lançar empreendimentos na Capital.
Para Netto, o foco da discussão está equivocado. “Você pega como exemplo um
condomínio com apartamentos de 250
m². Se cada morador construísse uma casa de 250 m² a impermeabilização
seria bem maior. Partindo dessa premissa teríamos que ter muito mais
condomínios”, defende.
Segundo o presidente do Secovi/MS, os empreendimentos seguem a lei de uso de
solo e todas as determinações ambientais e não são os responsáveis pelas
enchentes. “Em dezembro de 2005 tivemos também um grande problema, com chuva de
83 milímetros
em uma hora. Desta vez a questão é que a Ceará estava em obras”, pontua.
Marcos Augusto afirma que a paralisação de obras, que chegou a ser sugerida
durante audiência pública, pelo arquiteto Ângelo Arruda, é inviável para a
economia do Estado e lembrou que só de financiamentos pela Caixa Econômica
Federal a expectativa é chegar a R$ 1 bilhão este ano no Estado.
A possibilidade de suspensão de obras também foi duramente criticada pelo
presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e
do Mobiliário, Samuel da Silva Freiras.
Ele afirma que se todas as obras pararem, 30 mil trabalhadores ficarão sem
renda na Capital e, consequentemente, a economia da cidade sentirá um baque e
os índices de violência podem aumentar.