Complexo do setor metal mecânico pode ser de até R$ 1 bi
CGNews/PCS
A mineira DebMaq (dona da marca Diplomat) pretende
instalar um complexo industrial em Mato Grosso do Sul com sete indústrias do setor
metal mecânico, em um investimento de R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão.
Seis municípios do Estado estão na disputa pela fábrica: Campo Grande,
Dourados, Três Lagoas, Paranaíba, Aparecida do Taboado e Bataguassu.
Diretores da empresa prevêem a criação de 1.500 a 1.700 empregos
diretos, além de 5 mil indiretos. O prazo estimado para início da operação é de
dois anos.
Nesta quinta-feira, diretores da empresa, acompanhados do secretário municipal
de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio,
vice-prefeito Edil Albuquerque, foram ao caminhão escola da Deb´Maq e
mantiveram conversa no pavilhão de eventos Albano Franco, na avenida Mato
Grosso, na Capital.
Os empresários estão em negociação final com o governo de Mato Grosso do Sul.
Logo mais, o presidente do Grupo Deb’Maq do Brasil, Américo Amadeu Filho, e
outros diretores da empresa se reúnem com o governador André Puccinelli, na
Casa Civil, para tratar dos últimos detalhes.
De acordo com o diretor da Deb’Maq Carlos Davi de Araújo Gonçalves, a definição
de Mato Grosso do Sul como destino do complexo industrial é muito provável, mas
existe o interesse de outras duas Unidades da Federação, cujos nomes ele guarda
em sigilo. “Não está fechado (com Mato Grosso do Sul), mas em estado bem
avançado”, ressaltou.
Para a construção, o grupo pretende fazer uso de financiamentos como FCO (Fundo
Constitucional do Centro-Oeste), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do
Extremo Sul) e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Carlos Davi explicou que entre as cidades sul-mato-grossenses, Campo Grande
leva vantagem por ter melhor infraestrutura, mas perde de outro quesito pela
distância com o mercado consumidor (São Paulo).
Os incentivos é que serão determinantes para a escolha do local de instalação
do complexo industrial, de acordo com Geraldo Alves Pinto, da L&G
consultores associados, empresa contratada para avaliar o melhor lugar para a
implantação.
Para atrair as indústrias, a Prefeitura de Campo Grande ofereceu um terreno de 52 hectares, próximo às
Moreninhas. “Temos vários aspectos interessantes, um programa de
desenvolvimento, o Prodes, e uma secretaria voltada à indústria”, disse o
secretário Edil Albuquerque.