Investidores
voltam às compras na rodada de negócios desta sexta-feira, em meio aos
indicadores favoráveis já divulgados nos EUA. A brasileira Bovespa (Bolsa de
Valores de São Paulo) não é exceção à regra, e pode emendar seu quinto pregão
de alta em seis dias, com forte volume financeiro. A taxa de câmbio doméstica
marca R$ 1,78.
O
Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, tem ganho de
1,22%, aos 68.643 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,34 bilhões. Nos EUA, a
Bolsa de Nova York sobe 0,78%.
O
dólar comercial é negociado por R$ 1,785, em um recuo de 0,39%. A taxa de
risco-país marca 187 pontos, número 4,6% abaixo da pontuação anterior.
Entre
as primeiras notícias do dia, o Departamento do Trabalho dos EUA revelou que o
país teve uma perda de 36 mil vagas em fevereiro (já consideradas as
admissões). A taxa de desemprego foi calculada em 9,7%. Economistas de Wall
Street esperavam uma redução entre 40 mil e 50 mil postos de trabalho,
calculando uma taxa de desemprego em 9,8%.
O
indicador era o mais esperado nesta semana, já que economistas apontam o
mercado de trabalho como um dos principais pontos fracos da recuperação
americana.
Ainda
no front externo, o Parlamento grego aprovou o pacote do governo que prevê uma
economia estimada em US$ 6,5 bilhões nas contas públicas neste ano, à força de
cortes dos salários e aumento de impostos. As novas medidas de austeridade
fiscal foram reclamadas pela União Europeia para apoiar a Grécia, às voltas com
uma série crise financeira, que ameaça a estabilidade na zona do euro (o
conjunto de países que adotam essa moeda).
No
Brasil, o IBGE apontou uma inflação de 0,78% em fevereiro, ante 0,75% em
janeiro, pela leitura do IPCA, índice de preços utilizado para o regime de
metas do governo. Analistas do setor financeiro esperavam uma variação de
preços entre 0,81% e 0,82%.