Sexta-feira, 05 de Março de 2010         16h51        50
Deputado vai à PF para notificar Arruda sobre impeachment
Terra/PCS
O deputado Batista das Cooperativas (PRP), primeiro secretário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, chegou por volta das 17h desta sexta-feira à sede da Polícia Federal, em Brasília, para notificar o governador licenciado e preso, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), sobre a abertura do processo de impeachment contra ele na Câmara do DF.

Acompanham o deputado o advogado de defesa de Arruda, Nélio Machado, e o procurador jurídico da CLDF, Fernando Nazaré.

A partir da notificação, começa a contar o prazo de 20 dias corridos que Arruda tem para se defender. Depois disso, o deputado Chico Leite (PT), relator do processo que recomenda o impeachment na Comissão Especial da CLDF, tem dez dias para preparar o parecer final.

Após a preparação do parecer, é marcada a sessão plenária que vai votar o relatório final de Chico Leite. Este é o prazo para Arruda renunciar ao cargo de governador sem perder os direitos políticos. Se renunciar depois disso, a Câmara dará continuidade ao processo de impeachment.

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

 

 

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