Sexta-feira, 05 de Março de 2010         17h02        46
Preço da cesta básica registra alta de 4,59% em fevereiro
Da redação/PCS

O Índice da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande -  MS, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, para o mês de fevereiro deste ano, apresentou alta de 4,59% em relação ao mês de janeiro, registrando um custo de R$ 215,34, enquanto no mês anterior foi de R$ 205,89.

 

As variações acumuladas registraram, nos últimos 12 meses, queda de 0,70%; nos últimos seis meses, alta de 2,65% e, neste ano, aumento de 7,75%. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac).

 

O resultado da pesquisa no mês de fevereiro apontou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, 12 registraram alta: laranja (13,11%); tomate (10,63%);  açúcar cristal (9,40%); feijão (5,98%); alface (5,91%); carne (5,44%); arroz (3,94%); pães (3,60%); margarina (3,23%); sal  (2,63%); banana (1,81%) e macarrão (0,62%). Três produtos apresentaram queda de preço: óleo (2,83%); leite (0,68%) e batata (0,36%).

 

A laranja está no período de entressafra, com uma menor oferta no mercado nacional, o que ocasionou o aumento de preço (13,11%). Já a alta no valor do açúcar ocorreu por causa da redução na produção da Índia, maior produtor mundial. Conforme a pesquisa, o preço deve se estabilizar elevado, sem previsão de redução. 

 

Além da melhor qualidade da safra do feijão, houve a recuperação no seu preço, influenciando sua alta em 5,98% no mês de fevereiro. O aumento da produção da soja em 30% e a queda em sua cotação afetou o preço de seus derivados como o óleo, registrando queda de preço 2,83%.

 

As chuvas ocorridas no período favoreceram as pastagens e, consequentemente, houve  aumento no volume da produção de leite, o que influenciou na queda de preço 0,68%. Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: açúcar cristal, alface, batata, sal e laranja. As maiores quedas foram assinaladas para os produtos: feijão, leite, carne e macarrão.

 

Em relação à renda, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 510,00 comprometeu 42,22% do seu salário em fevereiro para aquisição da cesta alimentar; enquanto em janeiro representava 40,37%, restando R$ 294,66 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros.

 

Por fim, o trabalhador, para adquirir a Cesta, precisou despender 92 horas e 54 minutos da sua Jornada de Trabalho mensal de 220 horas, enquanto no levantamento anterior, em janeiro, eram necessárias 88 horas e 49 minutos.

 

Cesta Básica Familiar

Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em fevereiro, apresentou alta de 1,15%, fechando o mês com um custo de R$ 981,74 enquanto no levantamento anterior foi de R$ 970,54. A variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 2,37%, nos últimos seis meses contabilizou 1,50% e, no ano, chegou a 3,39%.

 

Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a cesta familiar, 21 apresentaram alta de preços, 18 registraram queda e cinco mantiveram os preços inalterados. Entre os 44 produtos pesquisados, 26 apresentaram alta, 15 apresentaram queda de preço e três produtos mantiveram seu preço inalterado.

 

No grupo alimentação, a pesquisa constatou a alta de 1,28%, em destaque: laranja (13,03%); tomate (10,71%); açúcar (9,55%); alho (7,69%); alface (5,92%); feijão (5,90%); carne (5,44%); abobrinha (5,36%); arroz (3,89%) e pão (3,56%). Os produtos que apresentaram queda foram: mamão (10,26%); cebola (4,73%); trigo (3,20%); óleo (2,70%); fubá (2,26%); queijo (1,52%); manteiga (0,94); leite (0,68%); batata (0,36%) e doces (0,36%). Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão doce e peixe.

 

Com o final da safra do tomate e sua baixa disponibilidade no período, elevou o seu preço em 10,71%. O aumento da área plantada do mamão e sua boa produtividade elevaram sua oferta no mercado interno gerando queda de preço. Devido à safra e importação, houve uma oferta elevada da cebola, que registrou queda.

 

O grupo higiene pessoal registrou uma variação negativa de 0,29%. O produto que registrou queda foi: papel higiênico (13,27%). Os produtos que acusaram altas foram: absorvente (8,39%); dentifrício (2,19%); lâmina de barbear (2,04%). Sabonete não registrou alteração de preço. Já o grupo limpeza doméstica apresentou uma queda de 0,54%, destacando os seguintes produtos: detergente (4,49%); cera em pasta (2,22%); sabão em barra (1,49%) e sabão em pó (0,58%). Os produtos que apresentaram alta de preço foram: desinfetante (4,08%); esponja aço (2,88%) e água sanitária (2,26%).

 

Em termos de renda versus salário mínimo, a pesquisa verificou que houve um comprometimento de 38,50% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.550,00) para atender uma família composta por cinco pessoas. 

 

O Índice da Cesta Básica Alimentar em Campo Grande -  MS, composta por 15 itens para a alimentação diária de um trabalhador adulto, para o mês de fevereiro deste ano, apresentou alta de 4,59% em relação ao mês de janeiro, registrando um custo de R$ 215,34, enquanto no mês anterior foi de R$ 205,89.

 

As variações acumuladas registraram, nos últimos 12 meses, queda de 0,70%; nos últimos seis meses, alta de 2,65% e, neste ano, aumento de 7,75%. A pesquisa é elaborada mensalmente pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento da Ciência e Tecnologia (Semac).

 

O resultado da pesquisa no mês de fevereiro apontou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Básica Alimentar, 12 registraram alta: laranja (13,11%); tomate (10,63%);  açúcar cristal (9,40%); feijão (5,98%); alface (5,91%); carne (5,44%); arroz (3,94%); pães (3,60%); margarina (3,23%); sal  (2,63%); banana (1,81%) e macarrão (0,62%). Três produtos apresentaram queda de preço: óleo (2,83%); leite (0,68%) e batata (0,36%).

 

A laranja está no período de entressafra, com uma menor oferta no mercado nacional, o que ocasionou o aumento de preço (13,11%). Já a alta no valor do açúcar ocorreu por causa da redução na produção da Índia, maior produtor mundial. Conforme a pesquisa, o preço deve se estabilizar elevado, sem previsão de redução. 

 

Além da melhor qualidade da safra do feijão, houve a recuperação no seu preço, influenciando sua alta em 5,98% no mês de fevereiro. O aumento da produção da soja em 30% e a queda em sua cotação afetou o preço de seus derivados como o óleo, registrando queda de preço 2,83%.

 

As chuvas ocorridas no período favoreceram as pastagens e, consequentemente, houve  aumento no volume da produção de leite, o que influenciou na queda de preço 0,68%. Nos últimos seis meses, os produtos que apresentaram maiores altas foram: açúcar cristal, alface, batata, sal e laranja. As maiores quedas foram assinaladas para os produtos: feijão, leite, carne e macarrão.

 

Em relação à renda, a pesquisa constatou que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 510,00 comprometeu 42,22% do seu salário em fevereiro para aquisição da cesta alimentar; enquanto em janeiro representava 40,37%, restando R$ 294,66 para atender suas outras necessidades básicas como: água, energia, saúde, serviços pessoais, vestuários, lazer e outros.

 

Por fim, o trabalhador, para adquirir a Cesta, precisou despender 92 horas e 54 minutos da sua Jornada de Trabalho mensal de 220 horas, enquanto no levantamento anterior, em janeiro, eram necessárias 88 horas e 49 minutos.

 

Cesta Básica Familiar

Recomendada para uma família composta por cinco pessoas, o Índice da Cesta Familiar de Campo Grande, em fevereiro, apresentou alta de 1,15%, fechando o mês com um custo de R$ 981,74 enquanto no levantamento anterior foi de R$ 970,54. A variação acumulada dos últimos 12 meses foi de 2,37%, nos últimos seis meses contabilizou 1,50% e, no ano, chegou a 3,39%.

 

Entre os 44 produtos pesquisados que compõem a cesta familiar, 21 apresentaram alta de preços, 18 registraram queda e cinco mantiveram os preços inalterados. Entre os 44 produtos pesquisados, 26 apresentaram alta, 15 apresentaram queda de preço e três produtos mantiveram seu preço inalterado.

 

No grupo alimentação, a pesquisa constatou a alta de 1,28%, em destaque: laranja (13,03%); tomate (10,71%); açúcar (9,55%); alho (7,69%); alface (5,92%); feijão (5,90%); carne (5,44%); abobrinha (5,36%); arroz (3,89%) e pão (3,56%). Os produtos que apresentaram queda foram: mamão (10,26%); cebola (4,73%); trigo (3,20%); óleo (2,70%); fubá (2,26%); queijo (1,52%); manteiga (0,94); leite (0,68%); batata (0,36%) e doces (0,36%). Os produtos que não registraram alteração de preços foram: pão doce e peixe.

 

Com o final da safra do tomate e sua baixa disponibilidade no período, elevou o seu preço em 10,71%. O aumento da área plantada do mamão e sua boa produtividade elevaram sua oferta no mercado interno gerando queda de preço. Devido à safra e importação, houve uma oferta elevada da cebola, que registrou queda.

 

O grupo higiene pessoal registrou uma variação negativa de 0,29%. O produto que registrou queda foi: papel higiênico (13,27%). Os produtos que acusaram altas foram: absorvente (8,39%); dentifrício (2,19%); lâmina de barbear (2,04%). Sabonete não registrou alteração de preço. Já o grupo limpeza doméstica apresentou uma queda de 0,54%, destacando os seguintes produtos: detergente (4,49%); cera em pasta (2,22%); sabão em barra (1,49%) e sabão em pó (0,58%). Os produtos que apresentaram alta de preço foram: desinfetante (4,08%); esponja aço (2,88%) e água sanitária (2,26%).

 

Em termos de renda versus salário mínimo, a pesquisa verificou que houve um comprometimento de 38,50% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos (R$ 2.550,00) para atender uma família composta por cinco pessoas. 

 

 

 

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