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Volkswagen repetiu o incômodo óptico de exibir seus lançamentos em Genebra num
estande onde o branco absoluto predomina, seu chefe de vendas Christian Klinger
passou boa parte do discurso defendendo o azul da tecnologia BlueMotion de
motores mais eficientes, mas o que chamou atenção ali foi o vermelho do
reluzente Polo GTI 2011.
Duzentos quilos mais leve, o compacto da Volks começa sua receita quente, digna
da tradição dos GTIs da Volks, com o motor de 1,4 litro com injeção
direta de combustível e sobrealimentado por turbo para gerar 180 cavalos e alto
torque de 25,4 kgfm; e segue com o câmbio automático DSG de duas embreagens e
sete velocidades.
Depois, continua com o uso do bloqueio de diferencial transversal XDS, que
diminui o subesterçamento para deixar o carro na mão, mesmo em manobras mais
arriscadas e curvas ariscas feitas com o pé embaixo; se aproveita do visual
clássico da gama GTI e seus padrões de xadrez, uso do couro, elementos
metálicos e plaquetas de identificação; e arremata tudo com o visual da frente
horizontalizada que começa a dominar todos os modelos da marca (vale lembrar
que o SUV Touareg foi outra novidade do estande, justamente com a frente
inagurada no Scirocco e no Golf 6).
Para resumir: o Polo GTI é uma máquina daquelas de deixar qualquer entusiasta
por carros esportivos boquiaberto. Mas que deve ficar restrito à Europa, onde
chega às lojas até o meio do ano ao preço de 19.800 euros (cerca de R$ 46 mil),
e quem sabe aos Estados Unidos. Ao Brasil, pode ser importado de modo independente.
O estande mostrou ainda o CrossPolo, que vestiu roupa aventureira semelhante à
do nosso CrossFox, e o já citado novo Touareg, reestilizado e suavizado, além
da também renovada Sharan, espécie de minivan que, na Europa, é muito usada por
taxistas.