A
ministra da Casa Civil e candidata à sucessão de Lula, Dilma Rousseff, receberá
um salário do PT depois que deixar o cargo no final do mês para disputar as
eleições. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da sigla, José
Eduardo Dutra.
O
mais provável é que ela receba uma remuneração de cerca de R$ 10 mil, valor
próximo ao que recebe como ministra --R$ 10.748 brutos. Segundo Dutra, o valor
não foi definido.
De
acordo com o presidente da sigla, Dilma sairá da Casa Civil em 29 ou 30 de
março. Em seu lugar assumirá a secretária-executiva, Erenice Guerra, braço
direito da candidata.
O
PT também alugará dois imóveis para Dilma em Brasília: um escritório político e
uma casa. Ao deixar a Casa Civil, Dilma perderá o direito de usar uma casa do governo
no Lago Sul --área nobre, onde também ficarão os dois novos imóveis.
O
comitê central da campanha também ficará em Brasília, mas será alugado mais à
frente.
O
PT faz uma análise jurídica para saber se a ministra também precisará deixar o
cargo no conselho de administração da Petrobras. A tendência é que ela deixe
todos os postos.
A
legislação eleitoral exige a saída dos cargos no Executivo daqueles que disputarão
eleições em outubro. O
prazo é de seis meses antes do pleito.
Já
há precedentes no PT de pagamento de salários a candidatos e dirigentes do
partido. Os que se dedicam em tempo integral recebem cerca de R$ 10 mil
mensais. Dirigentes com outras fontes de renda, não.
O
ex-presidente do PT Ricardo Berzoini não tinha salário porque já recebia como
deputado federal. Dutra, sem mandato, tem salário com carteira de trabalho
assinada pelo partido.
Essa deverá ser a fórmula para Dilma. Quando candidato,
Lula também recebeu salário.