Dilma descarta que suspeito de desvio seja seu tesoureiro
Terra/PCS
Pré-candidata
do Partido dos Trabalhadores (PT) à presidência da República, a ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta terça-feira que não terá o petista
João Vaccari Neto como seu tesoureiro de campanha.
O nome de Vaccari Neto
aparece em investigação do Ministério Público sobre supostos desvios de
recursos da Bancoop, a cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo.
"Nós
temos tido nas últimas eleições uma opção por diferenciar as duas tesourarias,
a tesouraria do partido, uma vez que ela tem mais obrigações que a campanha
presidencial. Então a tendência é manter isso, a mesma coisa que ocorreu em
2006 na época da eleição do presidente Lula", afirmou a ministra ao chegar
ao Senado Federal para homenagem por conta do Dia Internacional da Mulher.
O
Ministério Público de São Paulo abriu procedimento para investigar uma denúncia
de desvio de recursos da Bancoop para o caixa de campanhas eleitorais do PT. Em
2007, um levantamento do MP apontou que cerca de 3 mil famílias foram lesadas
por um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres da
cooperativa. A quantia deveria ter sido aplicada na construção de imóveis nunca
concluídos. De acordo com a revista Veja, que teve acesso à quebra de sigilo da
Bancoop, o pivô do esquema seria o tesoureiro do PT.
"Acho
que o Vaccari tem todo o direito de defesa, e nós temos tido bastante clareza
em defender o direito das pessoas se defenderem antes de serem condenadas,
acusadas e de fato afastadas do que fazem", disse Dilma.
Pela
denúncia, a cooperativa recebia notas frias de empresas que quitavam os
serviços - não realizados - com cheques nominais. Segundo a revista, as
empresas descontavam os cheques no caixa do banco e entregavam o dinheiro para
dirigentes da Bancoop - um deles Vaccari Neto, presidente do sindicato na
época. Tanto o tesoureiro do PT quanto o Bancoop negam o esquema, classificando
as acusações como "inconsistentes e falaciosas".