Em dia de trabalho e com atraso, deputados fazem homenagens
Midiamax/PCS
Em dia de sessão ordinária, que em tese, seria para os deputados
estaduais de Mato Grosso do Sul discutirem projetos e trabalharem, os
parlamentares decidiram descumprir o regimento. A sessão tornou-se solene, ou
seja, para homenagens. Vale lembrar que cada um dos 24 parlamentares recebem no
mínimo R$ 12 mil de salário.
E como ontem (8) foi o Dia Internacional da Mulher e
coincidentemente a data este ano caiu em uma segunda-feira, dia que não há
sessões na Casa de Leis, aconteceram hoje as homenagens.
A deputada estadual Celina Jallad (PMDB) foi homenageada porque
deverá deixar a Casas para assumir um posto de conselheira do Tribunal de
Contas do Estado - um dos cargos mais altos do poder público. Ela enfrenta o
câncer de mama, falou sobre a doença e elogiou o pai, o ex-governador Wilson
Barbosa Martins. Vinte e seis mulheres foram lembradas.
Esquecimento
Assuntos relacionados à luta das mulheres como a violência, falta
de vagas em creches, falhas na saúde não foram discutidos desta vez e nem houve
a participação de representantes dos municípios e bairros da Capital.
Já temas como o reajuste salarial dos servidores estaduais,
Lei da Pesca e a proposta do Governo para o Zoneamento Econômico Ecológico
deveriam ser discutidos, mas acabaram parados.
Não foram à sessão os deputados Ary Rigo (PDT) e Paulo Duarte
(PT).
“Apresentei um projeto proibindo que dia de sessão ordinária seja
transformada em sessão solene. O regimento foi desrespeitado. A Mesa Diretora
da Casa informou que foi o último deslize”, disse Duarte.
Segundo ele, o “mais absurdo” foi o fato de
que o Dia da Mulher ter sido ontem, e a Assembleia não ter feito a homenagem na
data correta.