Estado de saúde das irmãs Eduarda e Vitória, que nasceram
unidas pelo tronco, piorou de ontem para hoje e é considerado grave, segundo
Boletim Médico divulgado pelo Hospital Regional de Campo Grande.
No documento, o HR informa que o quadro das meninas é instável. A pressão
arterial e os batimentos cardíacos sobem e descem com freqüência e é preciso o
uso de medicamentos para controlar essa oscilação.
As recém nascidas estão no CTI desde o parto, no dia 5 de março. As condições
clínicas delicadas impedem que novos exames sejam feito para verificar o grau
de comprometimento dos órgãos.
Apesar da forte suspeita de que as irmãs dividem o mesmo coração, os 3 exames
já feitos, 2 eletrocardiogramas e 1 tomografia, não conseguiram mostrar com
clareza a situação.
Só uma angioressonância poderia informar precisamente se as siamesas têm
realmente apenas um coração. Caso isso se confirme, complicará muito a
possibilidade de separação das crianças.
As condições clinicas não permitem exames complementares, por causa da
fragilidade dos bebês. Para passar pela angioressonância, seria necessária
transferência até uma clínica especializada, já que não há equipamento
específico no Hospital Regional.