Acusado de fornecer armas ao PCC é morto com 50 tiros
CGNews/PCS
O traficante paraguaio Oscar Morel, o Aguará, 46 anos, foi
executado a tiros por volta das 13h de hoje na estrada de Concepción, a 200 quilômetros de
Pedro Juan Caballero, na divisa com o Brasil. A caminhonete da Ande (empresa
pública de energia do Paraguai) foi alvo de 50 tiros.
Morel morreu no terceiro atentado em que foi alvo. Além dele, morreu o seu
segurança, Diego Moreira Coronel, que tem passagens na polícia por homicídios e
tráfico de drogas.
Segundo o site Capitan Bado, o motorista da caminhonete, Hermes Ramón Zárate,
funcionária da empresa pública paraguaia, ficou ferido no tiroteio. A
informação é de que Morel usava o carro da empresa estatal para andar de forma
clandestina no Paraguai.
O Mercosul News informou que Oscar Morel foi preso no início deste ano acusado
de fornecer armas para os grupos guerrilheiros Farcs (Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia), EPP (Exército do Povo Paraguaio) e a organização
criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ele foi fuzilado após deixar o fórum de Concepcion onde prestou depoimento
sobre o caso.
Ileso - Em junho do ano passado, o pistoleiro Álvaro Gonzalez Cañete foi
preso na fronteira, suspeito de ligação com crimes na região. Ele foi capturado
após a morte de Rolando Fleitas Ferreira, 31 anos, fuzilado com mais de 50
tiros.
No bolso de uma blusa dele foram encontradas duas fotografias, que seriam de
dois homens conhecidos por “Fausto Godoy” e “Oscar”, possivelmente de sobrenome
Morel. Para a Polícia, estes eram os próximos alvos do grupo.
No mesmo mês, 13 pessoas foram assassinadas na região, crimes atribuídos a
acertos de contas entre dois grupos, ligados ao PCC.
O motivo da briga seria disputa pelo uso de rotas do tráfico de maconha,
cocaína e armamentos, entre quadrilhas chefiadas por Carlos Caballero, o
"Capilo" e Oscar Morel.
A família Morel foi apontada pela CPI do Narcotráfico há 10 anos como a maior
distribuidora de maconha na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai.
O poder teria provocado reação do grupo do narcotraficante Fernandinho
Beira-Mar e causado a morte de Joâo Morel, chefe do esquema, dentro do presídio
de Segurança Máxima de Campo Grande, em 2001. Os dois filhos dele também foram
executados no mesmo ano.
No ano passado, Beira-Mar foi condenado pela execução, como mandante do crime.
Ele cumpre pena no Presídio Federal de Campo Grande.