Como
se estivesse no filme "O Curioso Caso de Benjamin Button", o Classic
quer ganhar ar mais jovem à medida que envelhece. Mas, no caso do sedã da
Chevrolet, o protagonista Brad Pitt, no final, fica a cara do colega chinês
Jackie Chan.
Sem
ganhar mudanças estéticas significativas desde seu lançamento, em 1995, o
Classic toma para si o visual e o ferramental de produção do aposentado Corsa
chinês, o Sail.
Com
para-choques, faróis e lanternas "orientais", o modelo nacional perde
harmonia, mas detalhes como a grade cromada dão um toque requintado.
Até
um pseudo computador de bordo pode vir incorporado ao rádio (sem toca-CDs), que
avisa quando há portas abertas.
Mesmo
R$ 500 mais caro do que o modelo anterior -comparando os preços com incidência
de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o Classic 1.0 (78 cv)
continua sendo o sedã mais barato.
Por
R$ 28,3 mil, seu trunfo é o bagageiro bem maior que o dos hatches
"populares".
Quem
passou a liderar o segmento, porém, foi o Fiat Siena (R$ 29.470), que emplacou,
no primeiro trimestre, 31.029 unidades ante 26.158 do Classic.
A
arma da GM é a inédita opção de financiamento com prestações decrescentes.
"Foca o consumidor que emergiu para a classe média [subiu de 45% para 49%
da população no último ano]", diz Gustavo Colossi, diretor de marketing da
GM.
Em
simulação feita pela marca, no plano de 60 meses com entrada de 40%, a última
parcela sairia por R$ 291, quase metade da primeira (R$ 510).
A
ideia é compensar o custo de manutenção, que costuma aumentar conforme o uso e
a idade do carro.