Ministério da Saúde esclarece boatos sobre a vacina contra a gripe A H1N1
Da redação/PCS
Em
decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza A H1N1 que circulam na
internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, preparou
um questionário para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia
nacional de enfrentamento da pandemia.
Esclarecimentos
sobre a vacina contra Influenza H1N1
O
mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?
Não.
A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para
evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada
acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo
conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente
indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral,
vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.
O
timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em
crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.
Estudos
realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido
amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos,
incluindo muitas vacinas.
O
uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos
(micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção
repetida no frasco multidose.
A
concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo,
aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que
tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes
tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT,
Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc.
Em
2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão
de Segurança em
Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas,
contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que
as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre
vacinas contendo timerosal e autismo.
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso
nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de
contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que
contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois
este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.
Em
face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por
diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que,
até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas
vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas,
não acarretando, portanto, efeitos danosos.
A
vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do
indivíduo.
Os
adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo
reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir
proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais
de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na
composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.
A
vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em
humanos.
Não.
Isso é boato irresponsável
Indústrias
farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por
efeitos da vacina, como morte e invalidez.
Não
temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência
Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do
registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de
eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos
adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce
de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou pós-comercialização,
com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários.
Não
há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva.
Errado.
Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre
6 meses e menores de 2 anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a
Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias
depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza
H1N1.
A
gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em
plena crise mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios
farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio
e vacinas.
A
situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma
sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de
Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela
coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana
epidemiológica (proporção de casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação
ao total de atendimentos - % SG).
Este
sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam
no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da
situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da
vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da
operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1. O
monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da
pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome
gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este
percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios
países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia.
Recomenda-se
o seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados
epidemiológicos referente à influenza no país.
A
gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.
Respondido
no item anterior
A
gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório como o objetivo de gerar um
genocídio.
Em
24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um
novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de
15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA).
No
dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de
Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da
OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde
Pública de Importância Internacional (ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo
com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre
humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma
mesma região da OMS (neste caso as Américas).
Desde
11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia
disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em
diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de
pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional.
A
origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados
Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação
em laboratórios.
Todos
os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por
este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda
pandêmica desde 2009.
Anafilaxia,
reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia
é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou
introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano,
incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Caracteriza-se por uma
reação alérgica sistêmica, severa e rápida a uma determinada substância, se
apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e
distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema
de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar
vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a
vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais
de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no
momento em que procuram um posto de vacinação.
Há
evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina
nos outros países do mundo.
Não
existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a
influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barre é um quadro neurológico que
tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos
dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram
relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito
entre o uso da vacina e a sua ocorrência.
Centenas
de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até
médicos já disseram que não vão tomar.
Ver
resposta acima
A
vacina contém traços de neomicina.
Sim,
a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico
indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros
microorganismos susceptíveis a este princípio ativo.
A
vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas
vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios
produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde
– Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país.
As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em
novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa
utilização especialmente nos países da Europa e Asia.
Há
evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A
vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para
a gestante em qualquer idade gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério
norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta
indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de
Ginecologia e
Obstetrícia
- Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo
sequer para a mãe e/ou para o feto.