Há
quem defenda que nenhum carro reestilizado supera em harmonia o original. Mas
há exceções, como Kia Picanto e Fiat Doblò, que, após retoques, ficaram menos
esquisitos.
O
Fiesta acaba de ganhar cara nova - a terceira em oito anos. Desta vez, a Ford
caprichou tanto nos faróis e no para-choque frontal que eles até parecem ser de
outro veículo.
E
são: do Figo, a versão indiana do Fiesta. O compacto nacional, porém, é melhor
acabado. Mas, para mostrar ao vizinhos que você já tem o modelo 2011, uma dica:
não o estacione com a traseira para a rua.
Caso
contrário, torça para que um aficionado note, na lateral, novas calotas de
14", revestidas de tinta brilhante como rodas de liga (opcionais).
Ao
volante da versão 1.6, tudo igual. O motor de até 106 cv continua bem disposto,
e a suspensão elevada parece uma bênção em lombadas.
Os
"grilos" desapareceram -a Ford trocou o pino de fixação do banco
traseiro, revestiu parte do painel e substituiu o alternador.
Para
pilotar a configuração básica, a Fly (R$ 34 mil), o motorista precisará de
arroz com feijão. Manobrar seus 1.084 kg sem a direção hidráulica e o refresco
do ar-condicionado é quase penitência. A absolvição custa R$ 5.250 e dá direito
a vidros elétricos.
Travas
automáticas e alarme são de série, um luxo diante dos concorrentes Volkswagen
Gol 1.6 (R$ 34 mil) e Fiat Palio 1.4 (R$ 33 mil).
Segundo
a Ford, a reestilização é aperitivo para outubro, quando deve vir do México a
terceira geração do compacto. Com cara e corpo do europeu, esse sim poderá ser
chamado de novo Fiesta.