Em cinco anos, ex-presidente do Uruguai quadruplicou o seu patrimônio
Ansa/PCS
O
ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez e o ex-vice-presidente do país Rodolfo
Nin Novoa aumentaram significativamente os seus patrimônios nos anos em que
estiveram à frente do governo, de 2005 a 2010.
Segundo
a imprensa local, o patrimônio de Vázquez passou de 2,9 milhões de pesos
(equivalente a R$ 259.869) a 12,9 milhões de pesos (cerca de R$ 1,1 milhão)
entre o dia 1º de março de 2005 e 28 de fevereiro de 2010, período em que
comandou o Executivo do país. Já o de Nin Novoa passou de 300 mil pesos (R$ 26.883)
a 7,3 milhões de pesos (R$ 654.153).
Os
dados, que constam na declaração que ambos apresentaram à Junta de
Transparência e Ética Pública, apontam que ao término de sua gestão, Vázquez
tinha um salário de 229.780 pesos mensais (R$ 20.590,59) como presidente,
59.880 (R$ 5.365,85) como oncologista da Associação Espanhola e uma
aposentadoria de 30.952 pesos (R$ 2.773,61).
Entre
seus bens, há contas bancárias com 12,1 milhões de pesos (R$ 1 milhão), 20% de
sua casa, estimados em 190 mil pesos (R$ 17.025,90); e um Toyota Hilux, no
valor de 500 mil pesos (R$ 44.805).
Por
sua vez, Nin Novoa ganhava 208.818 pesos (R$ 18.712,18) por seu cargo no
gabinete de Vázquez e 185.818 pesos (R$ 16.651,15) por seus negócios
agropecuários. Seu patrimônio era composto da terceira parte de um campo de 437 hectares,
equivalente a 5,5 milhões de pesos (R$ 492.855) e uma conta bancária com
128.090 pesos (R$ 11.478,14), entre outros.
Vázquez,
primeiro presidente socialista do país, pertence à coalizão Frente Ampla, a
mesma que elegeu o seu sucessor, José Mujica, em novembro de 2009.